27 outubro, 2018

Visita ilustre

 Esta semana recebemos a visita ilustre de meu orientador de estágio.  Foram momentos de muitas trocas e de intensa felicidade.
O estágio está acontecendo e junto a ele um turbilhão de emoções e ideias, mas também uma vontade enorme de acertar e de fazer o melhor.
O que mostrar ao orientador?  O tempo é curto, apresentar o espaço físico, os aspectos humanos, os sonhos, projetos...


23 outubro, 2018

Estágio Supervisionado

Penúltimo semestre, agora colocar em prática todas as aprendizagens decorrentes da graduação.  
Teorias, reflexões e amadurecimento tudo precisa estar sincronizado para extrair o melhor desse momento.
Todas as leituras fazem sentido nessa hora, porque é isso que o estágio proporciona.  Revisitamos os primeiros textos estudados, organizamos os últimos e tudo se encaixa para que possamos avançar nessa etapa.
Algumas dificuldades apresentam-se, mas com elas surge uma vontade ímpar de superá-las.  Estamos muito próximos do gran finale, só precisamos buscar aquela energia lá do fundo de nossa racionalidade para selar mais uma etapa em nossas vidas.


02 julho, 2018

Aquisição da Linguagem

A linguagem é considerada a primeira forma de socialização da criança e  corresponde ainda a uma das habilidades especiais e significativas dos seres humanos.

Ao fazer o mapa conceitual solicitado pela interdisciplina percebi a importância de entender como esse processo ocorre.

Apesar de ponderar todas as teorias observadas, percebe-se ainda a dificuldade de estabelecer com precisão como e quando a linguagem inicia.  Algumas teorias são conflitantes, porém outras conjugam de alguns princípios que são pontualmente revelados.  São muitos os fatores, não apenas físicos mas também sociais que podem interferir de forma contundente no processo.
Independentemente de como inicia-se essa construção, gostaria de salientar sua importância em minha atual turma.
Tenho uma aluna autista, uma com dislexia  e uma com deficiência intelectual, todas apresentam dificuldades na fala.   Apesar de estarmos no meio do ano, já conseguem realizar significativas trocas com seus colegas, mas ainda precisam diariamente vencer barreiras linguísticas.








20 maio, 2018

Como seria a sala de aula do futuro?

Uma escola sem classes,  sem quadro negro ou sem aulas expositivas?
Difícil fazer essa previsão, mas partindo do pressuposto que o futuro começa agora, comecei a   pesquisar como poderia ser, fisicamente, uma sala de aula de contemplasse as necessidades de  todos os meus alunos e ao mesmo tempo propicia-se um ensino qualitativo.
São inúmeras propostas encontradas, umas viáveis outras nem tanto.


Esta foto é de uma escola na Suécia, junto a imagem vem as seguintes perguntas:
Se a sua escola fosse assim, você não teria chorado, se fingido de doente ou batido o pé tantas vezes com seus pais para poder faltar, não é mesmo?
Talvez sim, mas acredito que às respostas em sua maioria seria não.  Um ambiente agradável, convidativo e que estimule a aprendizagem e a criatividade.  Acredito que aliar boas metodologias a espaços repensados para os alunos possa ser uma alternativa para quem sabe fugirmos dessa proposta educacional que insiste em se instalar durante tanto tempo e que atravessando décadas ainda continua a ser aplicada.

Pensando nestas possibilidade refleti em como poderia de alguma forma implementar ideias diferenciadas em meu estágio.  Como poderia  desenvolvê-lo de forma efetiva,  se prego o distanciamento da educação bancária?   Então a pesquisa, nossa fiel companheira, se fez necessária novamente.
Como poderia implantar um espaço de primeiro mundo em uma sala de aula no Brasil? Acredito que possa se transformar em uma proposta plausível na medida que contamos com parcerias como direção e pais.  Nada se faz sozinho e encontrar aliados nesta hora é de fundamental importância.
A produção atual da arquitetura escolar desconectada das relações pessoa-ambiente sinaliza a necessidade de uma nova abordagem sobre a problemática, que reconheça sua multidisciplinaridade, abrangência, e que pense sobre os significados do ambiente no processo de construção do conhecimento. Essa abordagem vai exigir uma mudança de atitude nas práticas tradicionais... (AZEVEDO, 2002). 
Primeiro passo foi dado, já conto com apoio da direção, agora é hora de conversar com os pais e ver o que acham da proposta.
O que será feito?
Como será planejado?
Poderá trazer algum prejuízo?
Com certeza serão muitas perguntas, mas acredito que posso me preparar de forma adequada para respondê-las.  Percalços farão parte do plano, porém a meta é convertê-los em experiências positivas.











Fonte:

AZEVEDO, Giselle Arteiro N. Arquitetura Escolar e Educação: um Modelo Conceitual de Abordagem Interacionista. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 2002.

DRAGO, Niuxa Dias & PARAIZO, Rodrigo Curi. Ideologia e Arquitetura nas Escolas. Disponível na Internet via http://www.fau.ufrj.br/prourb/cidades/tfgcmc2000/estetica.html, julho 1999. 

SITE: https://hypescience.com/escola-sueca-sem-classes-de-aula-sera-o-futuro-da-educacao/



Centro de Interesse





Estudando Montessori, Dewey, Decroly e Freinet em didática, observei que sempre trabalhei, de uma forma ou de outra, com algumas de suas teorias ao longo destes vinte e oito anos de magistério.  Seja através da autonomia do aluno tão enfatizada por Maria Montessori com de seus brinquedos pedagógicos, que auxiliam a voluntariedade do educando ou através do experimentalismo de Dewey, ou até mesmo nos trabalhos manuais de Decroly e seu centro de interesse ou com Freinet e sua aula passeio, tiveram grande influência em minha metodologoia de ensino ao longo deste tempo.

Qual é a diferença?

Posso dizer que antes trabalhava guiada pela intuição, aplicava determinada atividade e verificava qual tinha melhor retorno.  Porém agora, com o embasamento teórico, posso ir além.   Mergulhar na teoria de cada autor fará toda a diferença principalmente no estágio que se aproxima, sem falar na qualidade do ensino que poderei ofertar aos meus alunos.



Centro de Interesse de Decroly

Esta semana trabalhei com o centro de interesse de Decroly com meus alunos, a temática foi alimentação (aparelho digestório).  As três etapas sugeridas pelo autor foram aplicadas e posso dizer que o aprendizado ocorreu tanto para o educando como para o educador.


Conclusões a que chegaram:















Família X Escola?












A escola reclama da ausência da família no acompanhamento do desempenho escolar da criança,  por sua vez a família  reclama da excessiva cobrança da escola para que os pais se responsabilizem mais pela aprendizagem da criança.  Quem está certo ou quem está errado?
A família é o principal espaço de referência, proteção e socialização dos indivíduos, independente da forma como se apresenta na sociedade. 
Nessa perspectiva a família tem papel de extrema relevância na aprendizagem da criança, pois esta fortemente ligada ao papel da escola. Segundo Zagury (2002 p.175)
Já a escola, é primordial que ela elabore projetos e crie mecanismos que auxilie o processo ensino aprendizagem de seus alunos.
Acredito que encontrar culpados na relação família e escola não nos leva a parte alguma.  Então porque não unimos forças tão importantes em prol de nossas crianças?  Se partimos do princípio que ambas querem o melhor para os filhos e alunos, vamos deixar esse cabo de guerra só para as brincadeiras infantis e vamos apostar nesta parceria que pode dar excelentes frutos.
Acreditando nessa parceria minha escola optou, ao invés dos festejos tradicionais de dia das mães, em  propiciar um momento em família. Pai, mãe, avó, bisavó e manos todos integrados em um belo momento de muito amor e carinho.
Para corroborar trago Arribas (2004, pgs. 393-394) que  destaca à participação dos pais na escola,“[...] a escola deverá fomentar e organizar sua tarefa de forma que pais e professores se envolvam em um objetivo comum: colaborar de forma ativa e responsável na educação das crianças”. Assim tanto a escola como pais devem estar preparados para trabalhar em conjunto no desenvolvimento do aprendizado da criança.





Fontes:

SZYMANZKI, Heloisa. A relação família/escola: desafios e perspectivas. 1ºreimpressão. Brasília, Plano Editora: 2003.

ARRIBAS, T. L. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização escolar. 5ª ed., Porto Alegre: Artmed, 2004. 

22 abril, 2018

Integração de diferentes áreas do conhecimento

Essa semana trabalhei com minha turma os sentidos, o objetivo era integrar ao máximo várias áreas do conhecimento, acredito que o objetivo foi atingindo principalmente pelo retorno apresentado pelos alunos.

Disciplinas abordadas: Ciências - O estudo dos sentidos, 
Matemática - seriação e classificação dos alimentos, 
Língua Portuguesa - o registro de suas sensações.

A prova de degustação foi realiza com os olhos vendados, a proposta era adivinhar o alimento ofertado através dos sentidos.  
Foram inúmeras sensações e a prova envolveu também confiança.  O que será experimentado?  Inicialmente todos apresentaram um certo grau de desconfiança, mas à medida que foram provando, mesmo os alimentos não considerado por eles os mais saborosos,  sentiram-se mais confiantes.
O que vocês sabem sobre o paladar? Quais as sensações que experimentaram? Que sabores somos capazes de sentir? O que você entende por gostar ou não de um determinado sabor e quais as sensações que estes lhes causam?
O registro foi realizado através da escrita.  Relataram as sensações que tiveram e o quanto o experimento foi válido. 



Também agruparam, classificaram e seriaram os alimentos, perceberam o quanto a matemática envolve nossas vidas e como ela está presente em nosso dia a dia.

"A interdisciplinaridade é um dos 
princípios dos currículos  integrados, 
alertando-nos que a mesma é uma   fi -
losofia que requer convicção e, o que é
mais importante,  colaboração,  nunca 
pode  estar   apoiada em coerções e  ou
imposições". Santomé (1998)









21 abril, 2018

Gandin é categórico:

"A vida real tem de estar contemplada no ambiente escolar".



Planejar para quem e como?
Planejar é a intenção da prática educativa, envolvendo homens e mulheres situados num dado momento histórico, dentro de determinada cultura e reflete a visão que o educador tem da realidade.

Para construir um planejamento  de ensino é necessário explorar o contexto da comunidade onde a escola está inserida.  Porém  devemos analisar  todas as etapas apontadas por Rays (2000).  O autor ressalta a importância  também de conhecermos a realidade sociocultural do educando, cabendo  ao professor inclusive a função de descobrir as características de aprendizagem de seus alunos.
Assim como o  pensamento crítico e autocrítico, mediado pelo diálogo-problematizador, deve permear todos os momentos de um planejamento. 
O próximo momento refere-se aos objetivos e ao conteúdo. Após aparece o momento que está ligado ao estabelecimento de propostas de situações didáticas, com a participação conjunta de professor e alunos, no sentido de atingir a produção, redescoberta e a redefinição do conhecimento. 
Por último, mas fazendo parte de todas as fases do processo educativo, está a avaliação. Nesse momento de reflexão, devemos levar em conta o homem que a educação quer promover, o tipo de profissional que se quer formar e a sociedade em que este desenvolverá suas atividades.
Infelizmente em todos meus anos de docência nunca participei do um planejamento que respeitasse todos os momentos apontados pelo autor.  O que geralmente vivencio são planejamentos feito na solidão da docência.  Não observo comunidade envolvida ou engajada com projetos da escolas, suas participações resumem-se a datas comemorativas organizadas pela escola como: Dia das Mães e Festa Junina. 
Dessa forma pergunto, como formar cidadãos críticos, capazes de transformar seu meio?
Enquanto continuarmos praticando uma educação doutrinária, continuaremos fornecendo mão-de-obra para o mercado.






Referèncias:

RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 2000
GANDIN, Danilo A Prática do Planejamento Participativo - 182 págs., Ed. Vozes,2001


16 abril, 2018

Estimulando a iniciação científica desde cedo



A educação na primeira infância ganhou grande importância nos últimos anos. As primeiras fases da infância hoje são vistas como a primeira pedra fundamental do indivíduo. Nesse contexto, é especialmente discutido como os conteúdos e a abordagem das ciências naturais podem ser introduzidos na formação pré-escolar. Por muito tempo essas áreas tiveram lugar unicamente na escola.
As crianças fazem numerosas observações, e discutem-nas entre si e com os educadores. Para ir além dessa primeira troca espontânea, é fundamentalmente importante para o processo de aprendizado que as experiências vividas sejam incorporadas  à consciência. Por essa razão a documentação dos resultados tem papel importante, e facilita para os pequenos a discussão dos resultados: qual foi a pergunta de partida? Ela foi esclarecida? Quais hipóteses originais estavam corretas, e quais tiveram de ser revistas? Houve perguntas que ficaram em aberto, ou surgiram novas? O resultado de um experimento sempre nos dá uma resposta – mas nem sempre a que esperávamos. Mas mesmo nesse caso o experimento está longe de ter fracassado, ou de ter tido um resultado “errado”. Ele nos conduz a novas perguntas: “o que pode estar por trás disso? O que aconteceu?” E as crianças podem se aprofundar nessas questões fazendo mais experimentos.
O conhecimento não pode ser simplesmente transferido de uma pessoa para outra. Quem aprende e adquire saber desempenha uma ação individualizada – constrói o seu próprio conhecimento. Ao mesmo tempo, o aprendizado também é sempre um processo social, que ocorre em conjunto com outros indivíduos.
Essa mediação feita através do educador eleva o nível das aprendizagens comprovadamente, desvinculamos-nos então da ideia do professor empirista descrito por Becker (2008):

Penso que o professor age assim 
porque ele acredita que o conhecimento 
pode ser transmitido para o aluno. Ele 
acredita no mito da transmissão do 
conhecimento enquanto forma ou 
estrutura; não só enquanto conteúdo. 



                                                                                     
As crianças aprendem com a troca com o que as cerca, com a cooperação com adultos e com outras crianças e com a reflexão comum, por exemplo – mas também por meio de um ambiente estimulante e da descoberta individual.  Em princípio, os processos de aprendizado devem ser moldados em conjunto por crianças e educadores o máximo possível, de forma que as crianças possam se envolver ativamente.  O desafio reside em buscar cada criança, com seu status atual de conhecimento e experiência, onde ela se encontra. Esse é um pré-requisito importante para um processo de aprendizado bem-sucedido.  As crianças devem sentir que as explicações e comentários são levados a sério. Para educadores como nós, isso quer dizer interiorizar e aceitar a visão de que a criança é formadora ativa do conhecimento e da cultura. Isso novamente exige grande disposição para o diálogo e a comunicação e uma postura reflexiva e questionadora (também perante os próprios processos de aprendizado), assim como coragem para incorporar perguntas abertas próprias ao processo.















Referências:

BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre: FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de pesquisa).

STREMMEL, A. J.; FU, V. R. Teaching in the zone of proximal development: implications for responsive teaching practice. Child and Youth Care Forum 1993, 22, p. 337-350. 

09 abril, 2018

Escola democrática?


Escola democrática?
O curta assistido sobre escolas democráticas, apesar do nome, verificamos que ele vai na contramão de tudo que é entendido por democracia.
O que vejo no vídeo é uma escola tradicional, com uma pedagogia diretiva. O professor fala e o aluno escuta.  Não existe uma autonomia na aprendizagem, apenas verificamos o autoritarismo dos professores, onde o aluno não é levado a construir seu conhecimento.
Infelizmente é esse tipo de escola que mais nos deparamos, currículos obsoletos que não despertam o interesse do aluno, aulas expositivas e enfadonha que não aguçam a vontade de aprender.


08 abril, 2018

A Didática de Comênius

 


Decorrido quatro séculos de sua morte, percebi o quanto sua obra foi importante para a didática, haja vista sua utilização, ainda que ínfima, na contemporaneidade.
Seu alfabeto sonoro, verbal ou onomatopaico, sem saber que  seu idealizador ,vinha de tempos remotos, ainda é utilizado para alfabetizar, porém com uma nova "roupagem", mas o princípio é o mesmo.

Obviamente que Comênius é considerado o pai da didática  por  lutar por grandes ideais, que foram além de um alfabeto sonoro, ele ousou ser o principal teórico de um modelo de escola que deveria ensinar "tudo a todos", incluindo os portadores de deficiência mental e as meninas, que na época não tinham acesso à educação. "Ele defendia o acesso irrestrito à escrita, à leitura e ao cálculo, para que todos pudessem ler a Bíblia e comerciar", diz Gasparin (1997). 



















Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072011000300014









Antigas e novas tecnologias

Quais as tecnologias utilizadas em minha infância na escola?  Lápis, caderno, giz e quadro negro, sim era o máximo que tínhamos na época, à medida que os tempos e espaços foram se modificando,  paulatinamente surgiram outros meios para transmitir o conhecimento.
Quem não lembra do mimeógrafo ou do retroprojetor, talvez nossos alunos desconheçam tais tecnologias, mas eles fizeram parte da minha vida escolar por um bom tempo.
A interdisciplina Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação nos levou a pensar o que modificou e o quanto essas transformações afetam-nos, em nossa busca pelo conhecimento.
Acredito que as tecnologias ampliam o conceito de aula. O cenário agora é diferente, contamos com inúmeros aliados tecnológicos para tornar as aulas mais atrativas e produtivas.
Os desafios a serem enfrentados por quem ensina e por quem aprende são inúmeros.  Sendo assim precisamos nos preparar, " ... exigirá do professor mudança de papel, passando a ser um facilitador do aluno na interpretação e correlação dos dados, que são encontrados nesse universo diversificado de informações" (Moran 2000).

Por que devemos manter o blog atualizado?

Acredito que um dos grandes desafios do curso seja este, manter o blog atualizado.  Inicialmente poderia culpar a falta de prática, mas agora não mais.
Foram seis semestres de leituras, escritas, pensamentos e práticas que sempre nos levaram à reflexão.
Agora o desafio é justamente descrever essas reflexões de forma contextualizada e consciente.
O blog passa a ter um papel fundamental em nossa vida acadêmica à medida que nos direciona a  um horizonte mais profícuo, onde podemos utilizá-lo como importante meio de organizar nossas aprendizagens.
Esse exercício de pensar sobre o que se faz, ou do que se aprende sempre nos conduziu para uma educação emancipadora.



Não podemos desconsiderar que, ao escrever, também escrevemos para
nós mesmos. No nosso cotidiano, levamos a efeito, às vezes, enormes 
batalhas conceituais que necessitam ser colocadas em palavras para
 tomar corpo e se constituir em saberes em condições de novamente
 entrar na arena do interminável debate das ideias. Nesse sentido,
 escrevemos para nós mesmos, escrevemos para dar passagem 
a ideias e movimentos que, ao serem escritas, vão nos constituindo
 academicamente. (VILLELA, 2013) 



Agora não tem mais desculpas, nem lastimar por tudo o que não foi realizado, porém temos a chance,de cada dia fazer diferente e melhor.
Assim como os professores acreditaram e acreditam na capacidade de cada um ao longo do curso, transferi essa crença para minha sala de aula. Acredito que a cada dia meu alunos possam se superar, desde a simples melhora da ortografia, até uma nova forma de encarar o mundo, seja com mais criticidade ou no simples auxílio a um colega.
A palavra chave é acreditar na capacidade de cada mente, esse é nosso ofício, como seria se assim  não o fosse?
Acredito a cada dia que coloco meus pés em sala, acredito em cada diálogo estabelecido com meu aluno, acredito também naquilo que não e falado, mas sobretudo sentido, eu acredito sempre!


                                           Escrever é fácil...








Referência:

VILLELA PEREIRA, MARCOS A escrita acadêmica - do excessivo ao razoável Revista Brasileira de Educação, vol. 18, núm. 52, enero-marzo, 2013, pp. 213-228 Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação Rio de Janeiro, Brasil 


EJA

Não tive oportunidade de trabalhar ainda com essa modalidade, mas confesso que as leituras da interdisciplina deixaram-me curiosa a respeito de sua função.










Acredito que um dos grandes desafios da Educação de Jovens e Adultos, seja manter a permanência dos mesmos na modalidade.  Suponho que deva ser um esforço coletivo entre direção, corpo docente e comunidade neste que, acredito ser o maior desafio.
Evitar a evasão daqueles que por alguma razão não conseguiram acompanhar o ensino regular e que muitas vezes sentem-se à margem da sociedade.
Respeitar o conhecimento adquirido, pelo aluno, ao longo do tempo também faz parte da metodologia pedagógica da EJA.
O empoderamento dos indivíduos que são marginalizados, aqueles  não  alfabetizados, que podem ver na educação uma chance de melhoria de vida, sonho este  que muitas vezes lhe foi negado, o ato de aprender no ensino regular, pode ver na EJA um canal reparador para esses danos e uma nova janela para um futuro mais digno.

A dialogicidade freireana















A dialogicidade é a essência da educação como prática da liberdade, segundo Freire:


                                                                         











O diálogo consiste numa relação horizontal entre as pessoas envolvidas e entre as pessoas em relação. Nós, homens e mulheres, nos educamos juntos, em solidariedade e diálogo, na transformação e modificação do mundo dado. O saber de todos deve ser valorizado. O diálogo produz a conscientização libertadora e transformadora, ou seja, dialógica. 
Esse diálogo constituído junto ao aprendiz, deve ser constante, mesmo que muitas vezes tal exercício exija do educador paciência e tempo.  Saber ouvir, saber o que passa o como acontece o aprendizado em nosso aluno, é parte fundamental deste processo.
 Freire coloca o amor como fundamento do diálogo,  tornando-se então um ato de coragem em prol do crescimento.  Sendo assim não podemos  jamais utilizá-lo como um instrumento de dominação.










Fonte: FREIRE, P. (1998). Pedagogia do Oprimido. 25 ª ed. (1ª edición: 1970). Rio de Janeiro: Paz e Terra