22 abril, 2018

Integração de diferentes áreas do conhecimento

Essa semana trabalhei com minha turma os sentidos, o objetivo era integrar ao máximo várias áreas do conhecimento, acredito que o objetivo foi atingindo principalmente pelo retorno apresentado pelos alunos.

Disciplinas abordadas: Ciências - O estudo dos sentidos, 
Matemática - seriação e classificação dos alimentos, 
Língua Portuguesa - o registro de suas sensações.

A prova de degustação foi realiza com os olhos vendados, a proposta era adivinhar o alimento ofertado através dos sentidos.  
Foram inúmeras sensações e a prova envolveu também confiança.  O que será experimentado?  Inicialmente todos apresentaram um certo grau de desconfiança, mas à medida que foram provando, mesmo os alimentos não considerado por eles os mais saborosos,  sentiram-se mais confiantes.
O que vocês sabem sobre o paladar? Quais as sensações que experimentaram? Que sabores somos capazes de sentir? O que você entende por gostar ou não de um determinado sabor e quais as sensações que estes lhes causam?
O registro foi realizado através da escrita.  Relataram as sensações que tiveram e o quanto o experimento foi válido. 



Também agruparam, classificaram e seriaram os alimentos, perceberam o quanto a matemática envolve nossas vidas e como ela está presente em nosso dia a dia.

"A interdisciplinaridade é um dos 
princípios dos currículos  integrados, 
alertando-nos que a mesma é uma   fi -
losofia que requer convicção e, o que é
mais importante,  colaboração,  nunca 
pode  estar   apoiada em coerções e  ou
imposições". Santomé (1998)









21 abril, 2018

Gandin é categórico:

"A vida real tem de estar contemplada no ambiente escolar".



Planejar para quem e como?
Planejar é a intenção da prática educativa, envolvendo homens e mulheres situados num dado momento histórico, dentro de determinada cultura e reflete a visão que o educador tem da realidade.

Para construir um planejamento  de ensino é necessário explorar o contexto da comunidade onde a escola está inserida.  Porém  devemos analisar  todas as etapas apontadas por Rays (2000).  O autor ressalta a importância  também de conhecermos a realidade sociocultural do educando, cabendo  ao professor inclusive a função de descobrir as características de aprendizagem de seus alunos.
Assim como o  pensamento crítico e autocrítico, mediado pelo diálogo-problematizador, deve permear todos os momentos de um planejamento. 
O próximo momento refere-se aos objetivos e ao conteúdo. Após aparece o momento que está ligado ao estabelecimento de propostas de situações didáticas, com a participação conjunta de professor e alunos, no sentido de atingir a produção, redescoberta e a redefinição do conhecimento. 
Por último, mas fazendo parte de todas as fases do processo educativo, está a avaliação. Nesse momento de reflexão, devemos levar em conta o homem que a educação quer promover, o tipo de profissional que se quer formar e a sociedade em que este desenvolverá suas atividades.
Infelizmente em todos meus anos de docência nunca participei do um planejamento que respeitasse todos os momentos apontados pelo autor.  O que geralmente vivencio são planejamentos feito na solidão da docência.  Não observo comunidade envolvida ou engajada com projetos da escolas, suas participações resumem-se a datas comemorativas organizadas pela escola como: Dia das Mães e Festa Junina. 
Dessa forma pergunto, como formar cidadãos críticos, capazes de transformar seu meio?
Enquanto continuarmos praticando uma educação doutrinária, continuaremos fornecendo mão-de-obra para o mercado.






Referèncias:

RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 2000
GANDIN, Danilo A Prática do Planejamento Participativo - 182 págs., Ed. Vozes,2001


16 abril, 2018

Estimulando a iniciação científica desde cedo



A educação na primeira infância ganhou grande importância nos últimos anos. As primeiras fases da infância hoje são vistas como a primeira pedra fundamental do indivíduo. Nesse contexto, é especialmente discutido como os conteúdos e a abordagem das ciências naturais podem ser introduzidos na formação pré-escolar. Por muito tempo essas áreas tiveram lugar unicamente na escola.
As crianças fazem numerosas observações, e discutem-nas entre si e com os educadores. Para ir além dessa primeira troca espontânea, é fundamentalmente importante para o processo de aprendizado que as experiências vividas sejam incorporadas  à consciência. Por essa razão a documentação dos resultados tem papel importante, e facilita para os pequenos a discussão dos resultados: qual foi a pergunta de partida? Ela foi esclarecida? Quais hipóteses originais estavam corretas, e quais tiveram de ser revistas? Houve perguntas que ficaram em aberto, ou surgiram novas? O resultado de um experimento sempre nos dá uma resposta – mas nem sempre a que esperávamos. Mas mesmo nesse caso o experimento está longe de ter fracassado, ou de ter tido um resultado “errado”. Ele nos conduz a novas perguntas: “o que pode estar por trás disso? O que aconteceu?” E as crianças podem se aprofundar nessas questões fazendo mais experimentos.
O conhecimento não pode ser simplesmente transferido de uma pessoa para outra. Quem aprende e adquire saber desempenha uma ação individualizada – constrói o seu próprio conhecimento. Ao mesmo tempo, o aprendizado também é sempre um processo social, que ocorre em conjunto com outros indivíduos.
Essa mediação feita através do educador eleva o nível das aprendizagens comprovadamente, desvinculamos-nos então da ideia do professor empirista descrito por Becker (2008):

Penso que o professor age assim 
porque ele acredita que o conhecimento 
pode ser transmitido para o aluno. Ele 
acredita no mito da transmissão do 
conhecimento enquanto forma ou 
estrutura; não só enquanto conteúdo. 



                                                                                     
As crianças aprendem com a troca com o que as cerca, com a cooperação com adultos e com outras crianças e com a reflexão comum, por exemplo – mas também por meio de um ambiente estimulante e da descoberta individual.  Em princípio, os processos de aprendizado devem ser moldados em conjunto por crianças e educadores o máximo possível, de forma que as crianças possam se envolver ativamente.  O desafio reside em buscar cada criança, com seu status atual de conhecimento e experiência, onde ela se encontra. Esse é um pré-requisito importante para um processo de aprendizado bem-sucedido.  As crianças devem sentir que as explicações e comentários são levados a sério. Para educadores como nós, isso quer dizer interiorizar e aceitar a visão de que a criança é formadora ativa do conhecimento e da cultura. Isso novamente exige grande disposição para o diálogo e a comunicação e uma postura reflexiva e questionadora (também perante os próprios processos de aprendizado), assim como coragem para incorporar perguntas abertas próprias ao processo.















Referências:

BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre: FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de pesquisa).

STREMMEL, A. J.; FU, V. R. Teaching in the zone of proximal development: implications for responsive teaching practice. Child and Youth Care Forum 1993, 22, p. 337-350. 

09 abril, 2018

Escola democrática?


Escola democrática?
O curta assistido sobre escolas democráticas, apesar do nome, verificamos que ele vai na contramão de tudo que é entendido por democracia.
O que vejo no vídeo é uma escola tradicional, com uma pedagogia diretiva. O professor fala e o aluno escuta.  Não existe uma autonomia na aprendizagem, apenas verificamos o autoritarismo dos professores, onde o aluno não é levado a construir seu conhecimento.
Infelizmente é esse tipo de escola que mais nos deparamos, currículos obsoletos que não despertam o interesse do aluno, aulas expositivas e enfadonha que não aguçam a vontade de aprender.


08 abril, 2018

A Didática de Comênius

 


Decorrido quatro séculos de sua morte, percebi o quanto sua obra foi importante para a didática, haja vista sua utilização, ainda que ínfima, na contemporaneidade.
Seu alfabeto sonoro, verbal ou onomatopaico, sem saber que  seu idealizador ,vinha de tempos remotos, ainda é utilizado para alfabetizar, porém com uma nova "roupagem", mas o princípio é o mesmo.

Obviamente que Comênius é considerado o pai da didática  por  lutar por grandes ideais, que foram além de um alfabeto sonoro, ele ousou ser o principal teórico de um modelo de escola que deveria ensinar "tudo a todos", incluindo os portadores de deficiência mental e as meninas, que na época não tinham acesso à educação. "Ele defendia o acesso irrestrito à escrita, à leitura e ao cálculo, para que todos pudessem ler a Bíblia e comerciar", diz Gasparin (1997). 



















Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072011000300014









Antigas e novas tecnologias

Quais as tecnologias utilizadas em minha infância na escola?  Lápis, caderno, giz e quadro negro, sim era o máximo que tínhamos na época, à medida que os tempos e espaços foram se modificando,  paulatinamente surgiram outros meios para transmitir o conhecimento.
Quem não lembra do mimeógrafo ou do retroprojetor, talvez nossos alunos desconheçam tais tecnologias, mas eles fizeram parte da minha vida escolar por um bom tempo.
A interdisciplina Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação nos levou a pensar o que modificou e o quanto essas transformações afetam-nos, em nossa busca pelo conhecimento.
Acredito que as tecnologias ampliam o conceito de aula. O cenário agora é diferente, contamos com inúmeros aliados tecnológicos para tornar as aulas mais atrativas e produtivas.
Os desafios a serem enfrentados por quem ensina e por quem aprende são inúmeros.  Sendo assim precisamos nos preparar, " ... exigirá do professor mudança de papel, passando a ser um facilitador do aluno na interpretação e correlação dos dados, que são encontrados nesse universo diversificado de informações" (Moran 2000).

Por que devemos manter o blog atualizado?

Acredito que um dos grandes desafios do curso seja este, manter o blog atualizado.  Inicialmente poderia culpar a falta de prática, mas agora não mais.
Foram seis semestres de leituras, escritas, pensamentos e práticas que sempre nos levaram à reflexão.
Agora o desafio é justamente descrever essas reflexões de forma contextualizada e consciente.
O blog passa a ter um papel fundamental em nossa vida acadêmica à medida que nos direciona a  um horizonte mais profícuo, onde podemos utilizá-lo como importante meio de organizar nossas aprendizagens.
Esse exercício de pensar sobre o que se faz, ou do que se aprende sempre nos conduziu para uma educação emancipadora.



Não podemos desconsiderar que, ao escrever, também escrevemos para
nós mesmos. No nosso cotidiano, levamos a efeito, às vezes, enormes 
batalhas conceituais que necessitam ser colocadas em palavras para
 tomar corpo e se constituir em saberes em condições de novamente
 entrar na arena do interminável debate das ideias. Nesse sentido,
 escrevemos para nós mesmos, escrevemos para dar passagem 
a ideias e movimentos que, ao serem escritas, vão nos constituindo
 academicamente. (VILLELA, 2013) 



Agora não tem mais desculpas, nem lastimar por tudo o que não foi realizado, porém temos a chance,de cada dia fazer diferente e melhor.
Assim como os professores acreditaram e acreditam na capacidade de cada um ao longo do curso, transferi essa crença para minha sala de aula. Acredito que a cada dia meu alunos possam se superar, desde a simples melhora da ortografia, até uma nova forma de encarar o mundo, seja com mais criticidade ou no simples auxílio a um colega.
A palavra chave é acreditar na capacidade de cada mente, esse é nosso ofício, como seria se assim  não o fosse?
Acredito a cada dia que coloco meus pés em sala, acredito em cada diálogo estabelecido com meu aluno, acredito também naquilo que não e falado, mas sobretudo sentido, eu acredito sempre!


                                           Escrever é fácil...








Referência:

VILLELA PEREIRA, MARCOS A escrita acadêmica - do excessivo ao razoável Revista Brasileira de Educação, vol. 18, núm. 52, enero-marzo, 2013, pp. 213-228 Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação Rio de Janeiro, Brasil 


EJA

Não tive oportunidade de trabalhar ainda com essa modalidade, mas confesso que as leituras da interdisciplina deixaram-me curiosa a respeito de sua função.










Acredito que um dos grandes desafios da Educação de Jovens e Adultos, seja manter a permanência dos mesmos na modalidade.  Suponho que deva ser um esforço coletivo entre direção, corpo docente e comunidade neste que, acredito ser o maior desafio.
Evitar a evasão daqueles que por alguma razão não conseguiram acompanhar o ensino regular e que muitas vezes sentem-se à margem da sociedade.
Respeitar o conhecimento adquirido, pelo aluno, ao longo do tempo também faz parte da metodologia pedagógica da EJA.
O empoderamento dos indivíduos que são marginalizados, aqueles  não  alfabetizados, que podem ver na educação uma chance de melhoria de vida, sonho este  que muitas vezes lhe foi negado, o ato de aprender no ensino regular, pode ver na EJA um canal reparador para esses danos e uma nova janela para um futuro mais digno.

A dialogicidade freireana















A dialogicidade é a essência da educação como prática da liberdade, segundo Freire:


                                                                         











O diálogo consiste numa relação horizontal entre as pessoas envolvidas e entre as pessoas em relação. Nós, homens e mulheres, nos educamos juntos, em solidariedade e diálogo, na transformação e modificação do mundo dado. O saber de todos deve ser valorizado. O diálogo produz a conscientização libertadora e transformadora, ou seja, dialógica. 
Esse diálogo constituído junto ao aprendiz, deve ser constante, mesmo que muitas vezes tal exercício exija do educador paciência e tempo.  Saber ouvir, saber o que passa o como acontece o aprendizado em nosso aluno, é parte fundamental deste processo.
 Freire coloca o amor como fundamento do diálogo,  tornando-se então um ato de coragem em prol do crescimento.  Sendo assim não podemos  jamais utilizá-lo como um instrumento de dominação.










Fonte: FREIRE, P. (1998). Pedagogia do Oprimido. 25 ª ed. (1ª edición: 1970). Rio de Janeiro: Paz e Terra









16 março, 2018

Educar para conscientizar

Como fazer uma postagem essa semana, sem falar desse exemplo de luta...

Na minha timeline perambulam postagens tais como: "vítima do próprio discurso" ou "defendia bandido olha o que deu "...
Pelo amor de Deus, temos a liberdade de expressão, ainda, mas pensem antes de atestarem
tais sandices.
Quando acontece uma atrocidade como a ocorrida com essa guerreira, é o estado democrático de direito que está em jogo.
Querem que volte o passado, querem vivenciar novamente o que foi o AI-5, onde pessoas morriam por discordarem do regime vigente, pais de família, estudantes, mulheres críticas...desapareciam como que por encanto?
Essa mulher guerreira que foi executada, era a voz da favela, da mulher, do negro, do povo.  Por isso essa comoção,  pois se você ainda não entendeu é hora de voltar aos bancos escolares.
Vivencio diariamente o poder transformador da educação, posso e devo falar a respeito.
Outros tantos brasileiros morrem também nessa rotina de violência que vivemos. São homens, mulheres e crianças i n o c e n t e s que pagam o preço de uma guerra civil deflagrada há temos.
Tira o buzanfã  da frente dessa mídia manipuladora, que você assiste todos os dias, e  procura politizar-se, e para de falar tanta besteira!
E se você pensa em me dizer que viveu na época da ditadura e que tudo era diferente , muda o discurso,  pois não é isso que quero para minhas filhas, futuros netos e para todo o povo de bem.
Essa é minha missão como educadora, conscientizar, provocar o pensamento crítico, estimular uma escola emancipatória!!!!!! 
Tentaram calar a voz do povo, mas somos milhares, não conseguirão calar a todas!!!!!!!!!!!!!!!! 


10 março, 2018

Ensinar a ler textos sem palavras, assim interpretamos obras de arte

Iniciando a escrita do semestre, falando desses lindos desenhos realizados pelos meus alunos.
A escola tem a função social importante de oportunizar ao aluno, com toda a sua pluralidade e diversidade, um contato de qualidade com diferentes manifestações artísticas.


Na pintura vemos um homem com grandes pés e mãos, e ainda o sol e um cacto. Estes elementos podem representar o trabalho físico que era o trabalho da maioria naquela altura. Por outro lado, a cabeça pequena pode significar a falta de pensamento crítico, que se limita a trabalhar com força mas sem pensar muito, sendo então uma possível crítica para a sociedade daquela época.




A proposta com a turma, era interpretar a obra da pintora brasileira.  Logo ficaram curiosos em descobrir o por quê de pés e mãos tão grandes, e uma cabeça tão ínfima.
Suscitar a curiosidade de quem está olhando e despertar a reflexão, são essas algumas questões que a arte pode nos trazer.  Também alimenta nossa alma e acrescenta-nos conhecimento.
Foi uma experiência extremamente positiva com turma, pois ao término do trabalho já estavam trocando ideias a repeito da proposta de interpretar obras de arte.

03 dezembro, 2017

Inclusão...



Neste semestre tivemos o aprofundamento de questões como diversidade e inclusão, inevitavelmente não poderei me eximir de expor uma situação vivenciada agora no final do ano letivo, com meu aluno portador de necessidades especiais.
Infelizmente o aluno em questão é faltoso, porém quando está em sala participa entusiasticamente de todas as atividades propostas.
Percebi desde agosto, quando foi matriculado na escola, um incrível progresso tanto no cognitivo quanto no social.  Interage com todos os colegas, não apresenta nenhum tipo de agressividade e é extremamente carinhoso, também apresentou um ganho substancial em seu desenvolvimento.  
Atualmente já consegue reconhecer as cores primárias, conta e quantifica a até o número dez, reconhece todo o alfabeto e demostra uma autonomia significativa para realizar pequenas e médias tarefas.
Apesar de toda essa evolução que o aluno vinha apresentando, ele não tem comparecido mais as aulas. Um sentimento de frustração me assolou, quando penso nos avanços que ainda poderia alcançar.
Todos os alunos, sejam em suas dificuldades e incapacidades reais ou circunstanciais, físicas ou intelectuais, sociais, têm a mesma necessidade de serem aceitos, compreendidos e respeitados em seus diferentes estilos e maneiras de aprender e quanto ao tempo, interesse e possibilidades de ampliar e de aprofundar conhecimentos, em qualquer nível escolar.
Oferecer oportunidades para que as crianças se apoiem mutuamente para aprender; elas exercitam naturalmente a cooperação, quando dividem entre si suas tarefas e, principalmente, quando essa divisão é baseada no interesse e nas possibilidades de cada aluno, consequentemente a cooperação cria laços muito fortes entre os alunos.  
O mote da inclusão, representa o acolhimento de todos em uma instituição de ensino.  Não percebo essa inclusão como incômoda, mas sim como um novo desafio a ser vivenciado, respeitando a especificidade que cada um apresenta.
Então por que meu aluno não comparece mais as aulas, já que possui tantos direitos que lhe asseguram sua permanência em uma instituição de ensino?
A resposta infelizmente não é fácil, pois esbarramos em entraves que confesso às vezes são inúmeros e  intransponíveis.



27 novembro, 2017

As cegueiras do conhecimento.



Morin em As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão, atesta que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Segundo ele, a educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão.
Posso então afirmar que o conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução.
Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas ideias são as mais evidentes e esse pensamento leva a ideias normativas. Aquelas que não estão dentro desta norma, que não são consideradas normais, são julgadas como um desvio patológico e são taxadas como ridículas. Isso não ocorre somente no domínio das grandes religiões ou das ideologias políticas, mas também das ciências. 











Fontes:Os sete Saberes Necessários a Educação do Futuro
MORIN, Edgar. Cortez, São Paulo,2002
Morin, Edgar. Publicado no Boletim da SEMTEC-MEC Informativo Eletrônico da 
Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Ano 1 – Número 4 – junho/julho de 2000. 

23 outubro, 2017

Apresentação no Salão de Ensino UFRGS


"O Salão de Ensino é um espaço de diálogo, divulgação e discussão dos processos educacionais a partir das produções acadêmico-científicas, bem como da experiência de práticas educadoras ocorridas envolvendo ações de discentes e de docentes da UFRGS, que resultem na qualificação da formação na Universidade."

Minha primeira participação no Salão de Ensino-UFRGS, foi inicialmente para experienciar um novo desafio.  
Levar a sério o trabalho de professor pesquisador, passa essencialmente por esse tipo de experiência também, pois precisamos melhorar nossa escrita, para aperfeiçoarmos constantemente nossas publicações.
Escrever com êxito em contextos acadêmicos, implica inexoravelmente, relatar nossas práticas e pesquisas aliadas a boas fontes e metodologias.
Essa primeira incursão foi carregada de dúvidas, que foram dissipando-se, na medida que as demais apresentações iam ocorrendo, concomitantemente já projetando uma nova participação, para o ano que vem.







15 outubro, 2017

Dia do professor


Há 27 anos me formei, no antigo magistério, e preservo a mesma fluidez de quando recebi meu diploma.
Amo minha vocação, porque nenhum dia é igual ao outro.  Não gosto de rotina, ela me entendia, então todo dia proporciono aos meus alunos, novas experiências.
Não sou boa nem ruim, sou humana, suscetível ao comportamento alheio, retribuo quando recebo carinho e reflito quando ouço alguma crítica.
Cada dia que chego na minha sala, limpo minha classe e coloco uma flor em minha mesa, sabe por que faço isso, só para que meu tempo com meus alunos seja mais colorido.
Têm dias ótimos, e outros nem tanto, mas tudo se funde constantemente em um amálgama, porque são aprendizagens infinitas e que acabam por constituir meu ser.
A sala de aula é o nosso tempo e espaço, caracterizá-la é parte indispensável do nosso dia-a-dia.