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22 maio, 2017

Mapas Conceituais













A teoria sobre projeto de aprendizagem começou a ser estuda no Eixo IV, porém agora poderemos aplicá-la com nossos alunos neste semestre.
As dificuldades aparecem diariamente, mas superá-las faz parte do processo. Refiro-me as práticas necessárias, que são solicitadas pelos professores,  são indiscutivelmente fundamentais, porém como aplicá-las sem uma turma?
O jeito foi improvisar, de que forma? Solicitando as queridas colegas um "empréstimo de turma".  Aliás gostaria de agradecer a colega 😘Fernanda Borba pela solicitude demonstrada, para que eu aplicasse o projeto de aprendizagem com seus alunos.
Obviamente que conhecer a especificidade de cada aluno facilita o processo, mas senti que ao me apropriar da metodologia do PA, paulatinamente consegui aplicá-la e com isso obtive  resultados surpreendentes, mesmo com alunos que não convivo diariamente.

Pergunta de partida

Se no semestre passado encontramos alguma dificuldade para escolher uma questão desafiadora, posso garantir que com os pequenos (3 a 4 anos) foi relativamente fácil chegar a uma pergunta de partida, talvez até pela própria espontaneidade característica desta faixa etária.

Observação

Realizei algumas atividades recreativas inicialmente para conhecê-los melhor e para encontrar possíveis indício que poderiam levar a um projeto de aprendizagem. 

Problematizando questões

Percebi que a hora do pátio, era um deleite proporcionado principalmente para aqueles que passam os dois turnos na escola. E foi no ali que observei o interesse da turma pelos pequenos bichos que  habitavam o lugar ,ou por aqueles que estão só de passagem como por exemplo, os pássaros.
Levantei algumas questões com eles sobre o que sabiam a respeito do modo de vida desse animais.  Assim comecei a explorar o assunto e identifiquei as primeiras sensações sobre certezas e dúvidas advindas da experiência que estavam vivenciando.

Dúvidas e Certezas
Nessa etapa ficou claro o processo de construção realizado pelos alunos, em uma situação de  continuidade alternada com a descontinuidade. Uma certeza permanece até que um elemento novo apareça para ser assimilado.  As trocas começaram a  surgir, prova esta que o que tinham como certeza, após a pesquisa, passaram a ter como dúvidas.   Exemplificamos, neste caso, a certeza inicial era de que as formigas alimentavam-se de folhas, então verificaram que na verdade as folhas são levadas para o formigueiro.  Dentro do formigueiro existem fungos que alimenta-se destas folhas e as formigas consequentemente alimentam-se desses fungos.
O caminho trilhado se concretizou através das fontes consultadas, utilizamos as primárias e secundárias.

Mapa conceitual
Buscar a informação em si, não basta. É apenas parte do processo para desenvolver um aspecto dos talentos necessários ao cidadão. Os alunos precisam estabelecer relações entre as informações e gerar conhecimento,Fagundes (1998).
Passado por todas as fases chegamos a construção do mapa conceitual com base em tudo que foi observado e pesquisado.
Entendi como os alunos estavam pensando e que relações conseguiram estabelecer. A partir disso, construí o mapa conceitual com maior facilidade.






15 maio, 2017

Transdisciplinaridade

Volto a escrever sobre o tema transdisciplinaridade, porque muitas vezes o que observo é um excesso de teorias ligadas ao assunto. Quais são as práticas  educativas que realmente efetivam uma ação pedagógica transdisciplinar?

👉A Transdisciplinaridade traz uma visão mais complexa das ciências, da educação e dos problemas contemporâneos propondo novos modos de pesquisa e ação sobre a realidade mais integradores.

👉A Transdisciplinaridade manifesta-se portanto como uma teoria que, na prática educativa real, é ainda bastante volátil por carecer de referenciais e critérios claros de aplicação, ainda que abertos e flexíveis. Contudo, é preciso trazer à prática educativa tal ideia. “É preciso viver a vida que se pretende mudar.” (FEYERABEND, 1991, p. 355)

💁Como vivê-la na prática então?

Podemos classificar os temas em categorias de aplicação, é também uma forma de analisar, assim facilita o processo.

Exemplos de categorias: 

  • aprender a entender e respeitar o corpo, 
  • aprender a exercer a cidadania, 
  • atuar com responsabilidade socioambiental, 
  • ética planetária,

Os temas apresentam uma transversalidade, ou seja, eles integram-se às áreas convencionais do conhecimento.
Uma imagem, um pensamento, um texto, um centro de interesse, enfim podemos trabalhar de forma integrada com todas disciplinas através dos mais variados recursos.
A fábula que segue,de Monteiro Lobato, foi apresentada para alunos de 3º Ano:

O julgamento da ovelha















Trabalhei com os alunos, não só letramento, como o ensino tradicional o faz, mas busquei situações-problema no campo matemático.  Também passamos pela classificação das espécies e a respectiva alimentação. Qual o significado da palavra herbívora que aparece na fábula?
E qual é o aspecto moral que aparece na história? O fraco versus o forte, é assim na realidade vivada por vocês? O que acham dessa relação de poder?
Para que a transversalidade seja trabalhada precisamos estabelecer relação entre o objeto do conhecimento a outros campos de conhecimento.
Utilizei essa fábula pra ilustrar a pergunta feita por Hernández (1998), "estamos ajudando nossos alunos a globalizar, a estabelecer relações entre diferentes matérias, a partir do que fizemos em sala de aula?".
Acredito que auxiliamos nosso aluno nesta caminhada, quando ouvimos suas falas, e contextualizamo-as para auxiliá-lo a interpretar o mundo.

Fonte:https://transdisciplinaridade.wordpress.com/2011/03/18/o-que-e-transdisciplinaridade/



08 maio, 2017

Pensamento Complexo







Fui apresentada ao antropólogo e filósofo francês, Edgar Morin, em meados dos anos 90. O livro era Meus demônios uma autobiografia, pelo pouco que me recordo, o autor indaga continuamente questões existenciais que o leva a "verdades" e conclusões temporárias.  Não cheguei a ler todo o livro, mas Morin já explicitava a ideia do pensamento complexo.
Voltei a pesquisá-lo agora na interdisciplina PP em Ação, quando Morin ressurge em um livro de Fernando Hernández, Transgressões e Mudanças na Educação (1998).
Seria um contrassenso simplificar a ideia do Pensamento Complexo, tão veementemente defendida pelo autor. Porém Morin nos apresenta o desafio de estabelecer articulações entre os mais variados campos de pesquisas e disciplinas.
O também sociólogo, fala-nos especificamente da operacionalização da transdisciplinaridade em todos os níveis do ensino. 
Contextualizar os saberes e integrá-los é uma qualidade humana, que precisa ser desenvolvida, e não atrofiada.
Precisamos reformar o pensamento, só assim conseguiremos organizar os conhecimentos.  Promover cabeças pensantes, em lugar de bem cheias, ensinar nosso aluno a enfrentar as incertezas para que se tornem cidadãos reflexivos.



Projeto de Aprendizagem

Projeto de Aprendizagem

 


Um dos objetivos da elaboração do blog, em nossa graduação, é o relato de nossas experiências.  O conhecimento está sempre em construção, em  um processo contínuo de aprendizagem.
Hoje a pesquisa aconteceu no pátio da minha casa.  Há dois dias uma enorme borboleta pousou em nossa área, estava com um pedaço da asa cortada, pouco se movimentava e as perspectivas não eram boas para o lepidóptero, ordem essa que desconhecia até eu e minha filha começarmos à investigação.
A primeira pergunta, da minha pequena, foi qual era o tipo de alimentação do inseto. Falei-lhe o pouco que conhecia, mas achava que  alimentavam-se do pólen das flores.  Logo ficou empolgada e foi pesquisar o tipo de alimento que poderíamos lhe ofertar, afinal ela já estava ali há dois dias e iria acabar sucumbindo. 
Neste momento não teve como desassociar o pensamento dos projetos de aprendizagem e a pergunta de partida para iniciar uma pesquisa.
A situação era a seguinte, a partir de seu próprio interesse, minha filha, desencadeou uma investigação sob o objeto de sua curiosidade.  Assim obteve sua primeira resposta, através do ambiente tecnológico, sobre a alimentação do inseto em questão:

Então sua atitude foi rápida, colheu algumas flores e presenteou aquela bela espécie:


Assim que se alimentou, a borboleta, começou a voar novamente. Não voou muito alto, então resolvemos colocá-la em um jardim bem florido para que pudesse desfrutar de seus últimos dias de vida, já que sua expectativa de sobrevivência gira em torno de duas semanas a um mês.


30 abril, 2017

Desafios no PP em Ação

Desafios no PP em Ação









PP em Ação tem se tornando um grande desafio na busca de uma aprendizagem globalizadora.
Entender não só o aluno, mas todo o contexto que ele está inserido para poder qualificar minha ação, demonstra a necessidade de desconstruir antigos hábitos para reinventar novas formas  de interpretar significados diferentes para espaços e tempos contemporâneos.
Em um dos textos estudados, Hernández (1998) aponta-nos a importância da Escola não ser uma mera transmissora de conteúdos, mas sim ser reveladora como recurso para interpretar o mundo, assim o aluno passa de coadjuvante para protagonista de seu próprio aprendizado.
Morin (1993), assinala sobre a reforma do pensamento, porque se não o fizermos cairemos no risco de seguir velhas doutrinas, que só retêm o que lhes é inteligível, refugando como erro tudo o que lhes desmente.
Como podemos contribuir para uma educação emancipatória sem essas reflexões?
Sim a reforma do ensino deve levar à reforma do pensamento e vice-versa. Os saberes fragmentados não fazem o menor sentido, pois tornam-se acumulados e não dispõem de uma organização que lhes deem sentido.


11 abril, 2017

Projetos de Aprendizagem

Projetos de aprendizagem

Este semestre o entendimento a cerca dos Projetos de Aprendizagem estão ocorrendo de uma nova forma.
Agora colocaremos em prática a teoria iniciada no Eixo IV.
A proposta é a elaboração de um blog, de forma colaborativa, com nossas colegas sobre os projetos de aprendizagens que serão planejados com nossos alunos.
Acredito que o PAs construídos serão de grande valia para a minha práxis, haja vista que representa uma importante ferramenta para a sistematização do conhecimento.


02 abril, 2017

Sala de aula invertida

P.P. em Ação








O argumento utilizado no processo de ensino e aprendizagem, tradicional, pontuava a questão que todos os estudantes aprendiam no mesmo ritmo, absorvendo as informações ouvindo o professor.  Mas já sabemos que esse processo não ocorre dentro desta sistemática. Nesse sentido, têm surgido diversas propostas de práticas pedagógicas alternativas, como a aprendizagem ativa, na qual, em oposição à aprendizagem passiva, bancária (Freire, 1987), baseada na transmissão de informação, o aluno assume uma postura mais participativa, na qual ele resolve problemas, desenvolve projetos e, com isto, cria oportunidades para a construção de conhecimento.

Sala de aula invertida
A sala de aula invertida o conteúdo e as instruções são estudados online antes de o aluno frequentar a sala de aula, que agora passa a ser o local para trabalhar os conteúdos já estudados, realizando atividades práticas como resolução de problemas e projetos, discussão em grupo, laboratórios etc. A inversão ocorre uma vez que no ensino tradicional a sala de aula serve para o professor transmitir informação para o aluno que, após a aula, deve estudar o material que foi transmitido e realizar alguma atividade de avaliação para mostrar que esse material foi assimilado. Na abordagem da sala de aula invertida, o aluno estuda antes da aula e a aula se torna o lugar de aprendizagem ativa, onde há perguntas, discussões e atividades práticas. O professor trabalha as dificuldades dos alunos, ao invés de apresentações sobre o conteúdo da disciplina (Educase, 2012).