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12 julho, 2017

Finalizando o Eixo V




Chegamos ao final de mais eixo, inevitavelmente fazer um balanço de todas as etapas superadas na graduação, se faz  necessário.
Iniciei o curso cheia de expectativas e muitas dúvidas, tais como:
- De que forma estudaremos os teóricos?
- Será que encontrarei caminhos para um metodologia de ensino inovadora?
- Conseguirei aplicar em sala o que nos é passado na teoria?
E mais tantas outras questões que foram surgindo ao longo do percurso. Porém tais questionamentos começaram a dar lugar a grandes reflexões.  
O mais interessante é que, por exemplo, os teóricos são analisados dentro do contexto das interdisciplinas de forma globalizada e não fragmentada como habitualmente costumava estudá-los.  
Quanto à novas metodologias, sim as aprendizagens ocorreram, mas de forma tão natural que facilmente podemos incorporá-las as nossas práticas, mesmo que nossa realidade esteja distante de um modelo aceitável de ensino.
O entusiasmo foi tanto neste semestre, que não só propiciou novos conhecimentos, bem como uma mudança real de comportamento de minha parte. Posso exemplificar através do meu engajamento no conselho escolar, as interdisciplinas de OEF e OGE estimularam esta mudança.
Participação, conhecimento de direitos e deveres foram palavras-chave deste semestre especificamente nestas disciplinas.
Confesso que os Projetos de Aprendizagem arrebataram meu coração, não só internalizei o conceito, como colhi frutos importantíssimos desta metodologia.
Enfim  a Psicologia da Vida Adulta trouxe questões importantes, estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária.


31 maio, 2017

Aprendizagem Amorosa

💓💓Aprendizagem Amorosa💓💓 

"Uma característica de nossa
cultura  é   que   deprecia  as 
emoções e as entende como 
ameaça     a    racionalidade" 
             (MATURANA, 2002).




Quer dizer, ao nos declararmos seres racionais vivemos uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre razão e emoção, que constitui nosso viver humano, e não nos damos conta de que todo sistema racional tem um fundamento emocional. 
A retórica de Maturana, nos remete a modernidade líquida, revelada por Bauman, em sua essência. A fugacidade de nosso tempo marcada em sentimentos superficiais.
Mas antes de falar sobre a Aprendizagem Amorosa, preciso falar do amor.  Meu relato restringe-se apenas as minhas vivências, não tenho a pretensão de explicar esse sentimento tão complexo, quero compartilhar meu entendimento desta palavra tão importante e absolutamente necessária.
Meu sonho, de pequena, era de ter muitos filhos, algo em torno de 10 a 12. A medida que fui crescendo percebi a inviabilidade do meu sonho. Acho que nem preciso explicar  minha mudança de planos!
Porém um grande sentimento sempre me acompanhou, a afetividade. O que fazer com tanto carinho armazenado? 
Ser professora poderia trazer a sensação de ter muitos filhos ao mesmo tempo, assim de alguma forma o sonho de pequena poderia se concretizar.
Amo criança, a espontaneidade, graça, beleza tudo nelas desperta o que tenho de melhor. 
Após o nascimento de minhas filhas tive a certezas de que nasci para ser mãe e professora, é são essas duas vocações que quero seguir até o fim da vida.
Dificuldades existem, mas são superadas pela vontade e pelo amor. Aquele amor que está presente em meu coração e que gostaria de abraçar todas as crianças do mundo, com atenção especial para aquelas que sofrem o abandono e o descaso. 
Maturana é um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do amor.  Existe alguma barreira que o amor ou a influência da natureza em nossas vidas não atravesse?
Se somos sempre influenciados e modificados pelo que experienciamos, segundo o autor, obviamente a vivência em ambientes favoráveis para o desenvolvimento humano, como a família e escola, traz-nos a certeza de que é o acolhimento que permite nossa existência.


02 maio, 2017

Psicologia da Vida Adulta

Psicologia da Vida Adulta







Inevitavelmente antes mesmo de associar o conteúdo à interdisciplina, eu já estava comparando minhas próprias características ao desenvolvimento psicossocial da vida adulta, segundo a teoria do psicanalista Erik Erikson.
As crises dos 30 e 40 anos apareceram, agora me aproximando de meio
século de vida estou completamente apavorada.  Não reconheço, no espelho, a menina de trinta anos atrás. As marcas deixadas pelo tempo se fazem cada vez mais presentes, chega dar um aperto no coração.
Dizer que a experiência amealhada ao longo dos anos, trouxe benefícios infindáveis, não chega ser consolador.
Como superar, então, a crise da meia-idade?
Palavras como empodaramento e feminismo, vieram para auxiliar uma fase difícil de ser superada. São nelas que encontro um pouco de aconchego e até mesmo um certo conformismo para encarar mais uma etapa de minha existência.
A ideia era entender as fases do desenvolvimento psicossocial da vida adulta, na interdisciplina de Psicologia, e como este tema pode influenciar em minha práxis.  Assim, entendendo a dinâmica do pensamento formal, posso contribuir para uma educação efetivamente emancipatória.