21 novembro, 2019

5ª Postagem

E por falar em criatividade...
A postagem feita sobre criatividade surgiu a partir do livro que li "Um toc na cuca".  Ele fala sobre a criatividade e seus processos, bem como, pontua os bloqueios mentais que prejudicam os caminhos para a ideia de sermos mais inventivos.
O livro foi uma indicação do professor do Seminário Integrador, que apresentou propostas bem didáticas para que possamos nos tornar mais criativos.  O tema sempre me atraiu, e foi fácil colocar em prática algumas das propostas do livro.
Até aí tudo bem, até porque dentro da nossa grade curricular constava inclusive uma eletiva intitulada Laboratório de Criatividade, e fiquei extremamente curiosa para saber o que poderíamos desenvolver com essa prática.  Mas eis minha surpresa, não sei se criei muita expectativa a respeito da eletiva, meu aproveitamento não foi um dos melhores e o conteúdo tinha muito a ver com o livro citado, não causando nenhum grande impacto das atividades propostas, e confesso que gerou um pouco de frustração.
E já que estamos falando em frustração gostaria de comentar sobre a interdisciplina mais aguardada por mim.  Artes Visuais aparecia em nossa grade logo no começo do curso, mas por motivo de força maior só apareceu no último semestre.
Sempre estive de alguma forma envolvida com artes, através de cursos ou de simples curiosa que sou, constantemente estava à procura de técnicas diferenciadas para levar aos alunos, ou tão somente para meu lazer.
A interdisciplina se apresentou como uma grande tragédia para mim, não consegui realizar as atividades como imaginava e gostaria  de ter tido mais aulas práticas com a professora.  Talvez seja essa a desculpa encontrada para minha inaptidão para com a interdisciplina, porém gostaria apenas de externalizar aqui minha insatisfação e minha falta de aproveitamento.






4ª Postagem



A postagem referente as infâncias aproxima-se, acredito eu, mais de uma verdadeira reflexão a respeito do tema. Como foi falado desde o início da nossa graduação, a única maneira de aprimorar a escrita é escrevendo, escrevendo...
E dessa forma as reflexões ficaram mais consistentes e tomaram uma outra forma.
Recordo que a proposta da interdisciplina era traçar um paralelo entre as crianças do passado e a contemporânea.  Em aula debateu-se  qual criança aproveitou melhor esse período.
Houve quase uma unanimidade em afirmar que as crianças do passado divertiam-se muito mais do que as nossas atuais.  Discordo parcialmente, pois mesmo com algumas limitações impostas principalmente pela violência, e o receio dos pais de deixar seus filhos brincarem mais à vontade, percebe-se que os interesses das crianças mudaram.  A maneira, atualmente, que buscam por diversão passa por outros conceitos.
Evidentemente que não desfaço das brincadeiras na rua, na árvore ou aquele jogo que começava e não tinha hora para terminar, exceto quando a mãe dava um ultimato e éramos obrigados a terminar com a farra.
Particularmente criança para mim é criança, aqui ou em qualquer parte do mundo ou da história. O que a torna diferente a maneira como é tratada.
Apesar de já ter passado por períodos históricos onde lutasse para sobreviver, pois os índices de mortalidade nos primeiros anos de vida eram altíssimos e por, ao longo dos séculos, ser considerado um adulto em miniatura, podemos dizer que avançamos no sentido de garantir alguns de seus direitos.
Não atingimos, ainda, um nível que assegure por completo o pleno desenvolvimento do ser humano na primeira etapa de sua vida, porém devemos avançar em uma série de políticas públicas e programas que ampliam as condições para sua cidadania. 



20 novembro, 2019

3ª Postagem


A interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade levou-nos a reflexão sobre as relações etnicorraciais  no espaço escolar. Seja qual a forma em que o racismo se apresenta, deve ser rechaçado e refletido,  para que seja  evitado tanto no ambiente escolar, bem como fora dele.
Cada experiência de racismo vivenciada, reforça a idéia de que ser negro não é bom, ser negro é estar em situação de desvantagem nas relações sociais. 
O filme Vista minha pele  é uma história invertida da realidade brasileira, onde os negros são a classe dominante e os brancos são os dominados. Os brancos foram os escravizados, e os países europeus são subdesenvolvidos enquanto os países da África são desenvolvidos.
Acredito que essa forma encontrada leve a reflexão quanto a capacidade de nos colocar no lugar do outro.
Por sorte já contamos com obras literárias que nos auxiliam nesse processo e a postagem Vista minha pele, evidencia essa proposta e coloca como trabalhei em sala de aula com essa questão.
Enfatizo que ao final da postagem descrevo que continuo a procurar maneiras de como falar sobre o assunto, porque como sabemos, ele é inesgotável e deve ser trabalhado sempre que possível com nossos alunos, seja na interdisciplinaridade ou transversalmente o tema sempre será atual e necessário.

2ª Postagem


Acredito que a partir desta postagens começaram a surgir os primeiros indícios de reflexão.  A postagem Datas Comemorativas ,  ressalta algumas questões que invariavelmente nos deparamos na escola.  A postagem é um convite à reflexão do tempo que dedicamos as datas comemorativas, que fazem parte do calendário escolar.
A postagem descreve o tempo que empregamos com as datas pré estabelecidas dentro do calendário escolar, que é geralmente, submetido aos Conselhos Municipais de Educação, e que estes por sua vez deveriam refletir mais e melhor sobre a aprovação ou não das datas.  Acredito que a análise deveria ser mais rigorosa e criteriosa quanto a real importância e como reflete diretamente no andamento das aulas.  
Lançando um olhar mais atento sobre as datas, verifica-se que datas religiosas, datas culturais nacionais, estaduais e municipais, apesar de trazerem um cunho histórico-social e possuirem uma importância para a memória humana, deve levar a uma reflexão de gestores e professores sobre a existência de um verdadeiro sentido na utilização desse recurso como ferramenta pedagógica.
Problematizar, pensar e discutir novas formas de tratar essas datas para que possam configurar-se como situação de aprendizagem para todos os envolvidos, respeitando valores culturais, religiosos, econômicos e éticos das crianças e suas famílias, além dos princípios da instituição.
Em minha escola há dois anos que Dias dos Pais e das Mães foram substituídos pelo Dia da Família na Escola, iniciativa essa que causou inicialmente um certo descoforto por parte dos pais e responsáveis de alunos, acostumados com a comemoração da data comercial, mas que começaram a entender e vivenciar de outra forma essas datas.
Achei a iniciativa extremamente válida e acredito ainda que possa servir de incentivo para repensar outras datas do calendário.






14 novembro, 2019

1ª Postagem

Primeiras Postagens                                                               


A  tarefa é analisar as postagens efetuadas ao longo dos semestres, notoriamente percebe-se uma evolução gradual e constante das mesmas.
As primeiras postagens refere-se as expectativas com relação ao curso.  Os sonhos, desejos e a ansiedade que carregamos conosco ao iniciarmos uma atividade, evidencia-se nessa fase, juntamente com a falta, ainda, da percepção do todo.
As perguntas iniciais dessa fase caracterizavam-se, pelo menos para mim, pela falta de compreensão do que poderia ser postado.
Relutantemente deparei-me em como fazer essa atividade, de onde tirar as ideias que poderiam subsidiar minha escrita, porém ela foi criando forma principalmente com as trocas realizadas entre colegas e professores.
Através destas trocas comecei a encontrar elementos necessários para a construção do meu blog.
Pontuo inicialmente a falta de consistência das primeiras postagens, ou seja a falta de argumentos e a ausência da exploração a cerca dos assuntos propostos.
Alguns vídeos postados link, pelo menos até então, asseguravam a ideia de que eu gostaria de transmitir. Obviamente que apenas os vídeos não eram suficientes para ilustrar um determinado contexto, mas entre tentativas e erros, comecei a esboçar algumas ideias e entender melhor o propósito da construção do blog.

27 outubro, 2018

Visita ilustre

 Esta semana recebemos a visita ilustre de meu orientador de estágio.  Foram momentos de muitas trocas e de intensa felicidade.
O estágio está acontecendo e junto a ele um turbilhão de emoções e ideias, mas também uma vontade enorme de acertar e de fazer o melhor.
O que mostrar ao orientador?  O tempo é curto, apresentar o espaço físico, os aspectos humanos, os sonhos, projetos...


23 outubro, 2018

Estágio Supervisionado

Penúltimo semestre, agora colocar em prática todas as aprendizagens decorrentes da graduação.  
Teorias, reflexões e amadurecimento tudo precisa estar sincronizado para extrair o melhor desse momento.
Todas as leituras fazem sentido nessa hora, porque é isso que o estágio proporciona.  Revisitamos os primeiros textos estudados, organizamos os últimos e tudo se encaixa para que possamos avançar nessa etapa.
Algumas dificuldades apresentam-se, mas com elas surge uma vontade ímpar de superá-las.  Estamos muito próximos do gran finale, só precisamos buscar aquela energia lá do fundo de nossa racionalidade para selar mais uma etapa em nossas vidas.


02 julho, 2018

Aquisição da Linguagem

A linguagem é considerada a primeira forma de socialização da criança e  corresponde ainda a uma das habilidades especiais e significativas dos seres humanos.

Ao fazer o mapa conceitual solicitado pela interdisciplina percebi a importância de entender como esse processo ocorre.

Apesar de ponderar todas as teorias observadas, percebe-se ainda a dificuldade de estabelecer com precisão como e quando a linguagem inicia.  Algumas teorias são conflitantes, porém outras conjugam de alguns princípios que são pontualmente revelados.  São muitos os fatores, não apenas físicos mas também sociais que podem interferir de forma contundente no processo.
Independentemente de como inicia-se essa construção, gostaria de salientar sua importância em minha atual turma.
Tenho uma aluna autista, uma com dislexia  e uma com deficiência intelectual, todas apresentam dificuldades na fala.   Apesar de estarmos no meio do ano, já conseguem realizar significativas trocas com seus colegas, mas ainda precisam diariamente vencer barreiras linguísticas.








20 maio, 2018

Como seria a sala de aula do futuro?

Uma escola sem classes,  sem quadro negro ou sem aulas expositivas?
Difícil fazer essa previsão, mas partindo do pressuposto que o futuro começa agora, comecei a   pesquisar como poderia ser, fisicamente, uma sala de aula de contemplasse as necessidades de  todos os meus alunos e ao mesmo tempo propicia-se um ensino qualitativo.
São inúmeras propostas encontradas, umas viáveis outras nem tanto.


Esta foto é de uma escola na Suécia, junto a imagem vem as seguintes perguntas:
Se a sua escola fosse assim, você não teria chorado, se fingido de doente ou batido o pé tantas vezes com seus pais para poder faltar, não é mesmo?
Talvez sim, mas acredito que às respostas em sua maioria seria não.  Um ambiente agradável, convidativo e que estimule a aprendizagem e a criatividade.  Acredito que aliar boas metodologias a espaços repensados para os alunos possa ser uma alternativa para quem sabe fugirmos dessa proposta educacional que insiste em se instalar durante tanto tempo e que atravessando décadas ainda continua a ser aplicada.

Pensando nestas possibilidade refleti em como poderia de alguma forma implementar ideias diferenciadas em meu estágio.  Como poderia  desenvolvê-lo de forma efetiva,  se prego o distanciamento da educação bancária?   Então a pesquisa, nossa fiel companheira, se fez necessária novamente.
Como poderia implantar um espaço de primeiro mundo em uma sala de aula no Brasil? Acredito que possa se transformar em uma proposta plausível na medida que contamos com parcerias como direção e pais.  Nada se faz sozinho e encontrar aliados nesta hora é de fundamental importância.
A produção atual da arquitetura escolar desconectada das relações pessoa-ambiente sinaliza a necessidade de uma nova abordagem sobre a problemática, que reconheça sua multidisciplinaridade, abrangência, e que pense sobre os significados do ambiente no processo de construção do conhecimento. Essa abordagem vai exigir uma mudança de atitude nas práticas tradicionais... (AZEVEDO, 2002). 
Primeiro passo foi dado, já conto com apoio da direção, agora é hora de conversar com os pais e ver o que acham da proposta.
O que será feito?
Como será planejado?
Poderá trazer algum prejuízo?
Com certeza serão muitas perguntas, mas acredito que posso me preparar de forma adequada para respondê-las.  Percalços farão parte do plano, porém a meta é convertê-los em experiências positivas.











Fonte:

AZEVEDO, Giselle Arteiro N. Arquitetura Escolar e Educação: um Modelo Conceitual de Abordagem Interacionista. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 2002.

DRAGO, Niuxa Dias & PARAIZO, Rodrigo Curi. Ideologia e Arquitetura nas Escolas. Disponível na Internet via http://www.fau.ufrj.br/prourb/cidades/tfgcmc2000/estetica.html, julho 1999. 

SITE: https://hypescience.com/escola-sueca-sem-classes-de-aula-sera-o-futuro-da-educacao/



Centro de Interesse





Estudando Montessori, Dewey, Decroly e Freinet em didática, observei que sempre trabalhei, de uma forma ou de outra, com algumas de suas teorias ao longo destes vinte e oito anos de magistério.  Seja através da autonomia do aluno tão enfatizada por Maria Montessori com de seus brinquedos pedagógicos, que auxiliam a voluntariedade do educando ou através do experimentalismo de Dewey, ou até mesmo nos trabalhos manuais de Decroly e seu centro de interesse ou com Freinet e sua aula passeio, tiveram grande influência em minha metodologoia de ensino ao longo deste tempo.

Qual é a diferença?

Posso dizer que antes trabalhava guiada pela intuição, aplicava determinada atividade e verificava qual tinha melhor retorno.  Porém agora, com o embasamento teórico, posso ir além.   Mergulhar na teoria de cada autor fará toda a diferença principalmente no estágio que se aproxima, sem falar na qualidade do ensino que poderei ofertar aos meus alunos.



Centro de Interesse de Decroly

Esta semana trabalhei com o centro de interesse de Decroly com meus alunos, a temática foi alimentação (aparelho digestório).  As três etapas sugeridas pelo autor foram aplicadas e posso dizer que o aprendizado ocorreu tanto para o educando como para o educador.


Conclusões a que chegaram:















Família X Escola?












A escola reclama da ausência da família no acompanhamento do desempenho escolar da criança,  por sua vez a família  reclama da excessiva cobrança da escola para que os pais se responsabilizem mais pela aprendizagem da criança.  Quem está certo ou quem está errado?
A família é o principal espaço de referência, proteção e socialização dos indivíduos, independente da forma como se apresenta na sociedade. 
Nessa perspectiva a família tem papel de extrema relevância na aprendizagem da criança, pois esta fortemente ligada ao papel da escola. Segundo Zagury (2002 p.175)
Já a escola, é primordial que ela elabore projetos e crie mecanismos que auxilie o processo ensino aprendizagem de seus alunos.
Acredito que encontrar culpados na relação família e escola não nos leva a parte alguma.  Então porque não unimos forças tão importantes em prol de nossas crianças?  Se partimos do princípio que ambas querem o melhor para os filhos e alunos, vamos deixar esse cabo de guerra só para as brincadeiras infantis e vamos apostar nesta parceria que pode dar excelentes frutos.
Acreditando nessa parceria minha escola optou, ao invés dos festejos tradicionais de dia das mães, em  propiciar um momento em família. Pai, mãe, avó, bisavó e manos todos integrados em um belo momento de muito amor e carinho.
Para corroborar trago Arribas (2004, pgs. 393-394) que  destaca à participação dos pais na escola,“[...] a escola deverá fomentar e organizar sua tarefa de forma que pais e professores se envolvam em um objetivo comum: colaborar de forma ativa e responsável na educação das crianças”. Assim tanto a escola como pais devem estar preparados para trabalhar em conjunto no desenvolvimento do aprendizado da criança.





Fontes:

SZYMANZKI, Heloisa. A relação família/escola: desafios e perspectivas. 1ºreimpressão. Brasília, Plano Editora: 2003.

ARRIBAS, T. L. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização escolar. 5ª ed., Porto Alegre: Artmed, 2004. 

22 abril, 2018

Integração de diferentes áreas do conhecimento

Essa semana trabalhei com minha turma os sentidos, o objetivo era integrar ao máximo várias áreas do conhecimento, acredito que o objetivo foi atingindo principalmente pelo retorno apresentado pelos alunos.

Disciplinas abordadas: Ciências - O estudo dos sentidos, 
Matemática - seriação e classificação dos alimentos, 
Língua Portuguesa - o registro de suas sensações.

A prova de degustação foi realiza com os olhos vendados, a proposta era adivinhar o alimento ofertado através dos sentidos.  
Foram inúmeras sensações e a prova envolveu também confiança.  O que será experimentado?  Inicialmente todos apresentaram um certo grau de desconfiança, mas à medida que foram provando, mesmo os alimentos não considerado por eles os mais saborosos,  sentiram-se mais confiantes.
O que vocês sabem sobre o paladar? Quais as sensações que experimentaram? Que sabores somos capazes de sentir? O que você entende por gostar ou não de um determinado sabor e quais as sensações que estes lhes causam?
O registro foi realizado através da escrita.  Relataram as sensações que tiveram e o quanto o experimento foi válido. 



Também agruparam, classificaram e seriaram os alimentos, perceberam o quanto a matemática envolve nossas vidas e como ela está presente em nosso dia a dia.

"A interdisciplinaridade é um dos 
princípios dos currículos  integrados, 
alertando-nos que a mesma é uma   fi -
losofia que requer convicção e, o que é
mais importante,  colaboração,  nunca 
pode  estar   apoiada em coerções e  ou
imposições". Santomé (1998)









21 abril, 2018

Gandin é categórico:

"A vida real tem de estar contemplada no ambiente escolar".1 



Planejar para quem e como?
Planejar é a intenção da prática educativa, envolvendo homens e mulheres situados num dado momento histórico, dentro de determinada cultura e reflete a visão que o educador tem da realidade.

Para construir um planejamento  de ensino é necessário explorar o contexto da comunidade onde a escola está inserida.  Porém  devemos analisar  todas as etapas apontadas por Rays (2000).  O autor ressalta a importância  também de conhecermos a realidade sociocultural do educando, cabendo  ao professor inclusive a função de descobrir as características de aprendizagem de seus alunos.
Assim como o  pensamento crítico e autocrítico, mediado pelo diálogo-problematizador, deve permear todos os momentos de um planejamento. 
O próximo momento refere-se aos objetivos e ao conteúdo. Após aparece o momento que está ligado ao estabelecimento de propostas de situações didáticas, com a participação conjunta de professor e alunos, no sentido de atingir a produção, redescoberta e a redefinição do conhecimento. 
Por último, mas fazendo parte de todas as fases do processo educativo, está a avaliação. Nesse momento de reflexão, devemos levar em conta o homem que a educação quer promover, o tipo de profissional que se quer formar e a sociedade em que este desenvolverá suas atividades.
Infelizmente em todos meus anos de docência nunca participei do um planejamento que respeitasse todos os momentos apontados pelo autor.  O que geralmente vivencio são planejamentos feito na solidão da docência.  Não observo comunidade envolvida ou engajada com projetos da escolas, suas participações resumem-se a datas comemorativas organizadas pela escola como: Dia das Mães e Festa Junina. 
Dessa forma pergunto, como formar cidadãos críticos, capazes de transformar seu meio?
Enquanto continuarmos praticando uma educação doutrinária, continuaremos fornecendo mão-de-obra para o mercado.






Referèncias:

RAYS, O. A. Planejamento de ensino: um ato político-pedagógico. Cadernos didáticos: Curso de Pós-Graduação em Educação/ Universidade Federal de Santa Maria/RS, 2000
GANDIN, Danilo A Prática do Planejamento Participativo - 182 págs., Ed. Vozes,2001


16 abril, 2018

Estimulando a iniciação científica desde cedo



A educação na primeira infância ganhou grande importância nos últimos anos. As primeiras fases da infância hoje são vistas como a primeira pedra fundamental do indivíduo. Nesse contexto, é especialmente discutido como os conteúdos e a abordagem das ciências naturais podem ser introduzidos na formação pré-escolar. Por muito tempo essas áreas tiveram lugar unicamente na escola.
As crianças fazem numerosas observações, e discutem-nas entre si e com os educadores. Para ir além dessa primeira troca espontânea, é fundamentalmente importante para o processo de aprendizado que as experiências vividas sejam incorporadas  à consciência. Por essa razão a documentação dos resultados tem papel importante, e facilita para os pequenos a discussão dos resultados: qual foi a pergunta de partida? Ela foi esclarecida? Quais hipóteses originais estavam corretas, e quais tiveram de ser revistas? Houve perguntas que ficaram em aberto, ou surgiram novas? O resultado de um experimento sempre nos dá uma resposta – mas nem sempre a que esperávamos. Mas mesmo nesse caso o experimento está longe de ter fracassado, ou de ter tido um resultado “errado”. Ele nos conduz a novas perguntas: “o que pode estar por trás disso? O que aconteceu?” E as crianças podem se aprofundar nessas questões fazendo mais experimentos.
O conhecimento não pode ser simplesmente transferido de uma pessoa para outra. Quem aprende e adquire saber desempenha uma ação individualizada – constrói o seu próprio conhecimento. Ao mesmo tempo, o aprendizado também é sempre um processo social, que ocorre em conjunto com outros indivíduos.
Essa mediação feita através do educador eleva o nível das aprendizagens comprovadamente, desvinculamos-nos então da ideia do professor empirista descrito por Becker (2008):

Penso que o professor age assim 
porque ele acredita que o conhecimento 
pode ser transmitido para o aluno. Ele 
acredita no mito da transmissão do 
conhecimento enquanto forma ou 
estrutura; não só enquanto conteúdo. 



                                                                                     
As crianças aprendem com a troca com o que as cerca, com a cooperação com adultos e com outras crianças e com a reflexão comum, por exemplo – mas também por meio de um ambiente estimulante e da descoberta individual.  Em princípio, os processos de aprendizado devem ser moldados em conjunto por crianças e educadores o máximo possível, de forma que as crianças possam se envolver ativamente.  O desafio reside em buscar cada criança, com seu status atual de conhecimento e experiência, onde ela se encontra. Esse é um pré-requisito importante para um processo de aprendizado bem-sucedido.  As crianças devem sentir que as explicações e comentários são levados a sério. Para educadores como nós, isso quer dizer interiorizar e aceitar a visão de que a criança é formadora ativa do conhecimento e da cultura. Isso novamente exige grande disposição para o diálogo e a comunicação e uma postura reflexiva e questionadora (também perante os próprios processos de aprendizado), assim como coragem para incorporar perguntas abertas próprias ao processo.















Referências:

BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre: FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de pesquisa).

STREMMEL, A. J.; FU, V. R. Teaching in the zone of proximal development: implications for responsive teaching practice. Child and Youth Care Forum 1993, 22, p. 337-350. 

09 abril, 2018

Escola democrática?


Escola democrática?
O curta assistido sobre escolas democráticas, apesar do nome, verificamos que ele vai na contramão de tudo que é entendido por democracia.
O que vejo no vídeo é uma escola tradicional, com uma pedagogia diretiva. O professor fala e o aluno escuta.  Não existe uma autonomia na aprendizagem, apenas verificamos o autoritarismo dos professores, onde o aluno não é levado a construir seu conhecimento.
Infelizmente é esse tipo de escola que mais nos deparamos, currículos obsoletos que não despertam o interesse do aluno, aulas expositivas e enfadonha que não aguçam a vontade de aprender.