11 setembro, 2017

Sarau Literário

Estou confeccionando, com meus alunos, um livro de poesia.
A inspiração veio na aula da professora Aline Hernandez, a proposta é montar um livro de poesias a partir de sentimentos que ficam aprisionados, e que por vezes temos dificuldade de expressá-los.  Alguns são bons e outros nem tanto, mas é  importante falar sobre eles.
Falar sobre esses sentimentos, muitas vezes ajuda-nos a lidar com a ansiedade, o medo e até auxilia a criar um clima de empatia na turma.
A primeira etapa desta atividade é a montagem da capa e contracapa, assim cada aluno decorou seu livro à vontade, escolhendo padronagens de tecidos e adornos.
 


A segunda etapa consiste em buscar inspiração para a escrita.  
Conversando com os alunos, começaram a expor o que sentiam, quando estão alegres ou tristes. A raiva, também apareceu de forma sistêmica em seus depoimentos.
O próximo passo será a presentação destas poesias em um Sarau Literário.
Estou ansiosa para ouvi-los, perceber que maneira irão se expressar e como enfrentarão a vergonha e a timidez.



03 setembro, 2017

Trabalhando com interesse do aluno



Assumi uma turma de 4º de ano, com a incumbência de reforçar as quatro operações e tornar a leitura, dos alunos, fluente até o final do ano.  São quatro meses até o término do ano letivo, estou extremamente preocupada com os objetivos estabelecidos pela supervisora, pois além  de uma avaliação  diagnóstica rápida, deparei-me com uma turma com  uma autoestima baixíssima e um trimestre chegando ao fim e poucas  avaliações ocorridas neste período.
Será que apenas objetivo de saber as operações e ter uma boa desenvoltura na leitura, qualificam o aluno para avançar mais uma ano? Claro que não, mas em vista do pouco tempo restante, até o final do ano,  resolvi no primeiro dia de aula perguntar-lhes sobre o que gostariam de aprender, ou que dúvidas tinham em suas cabecinhas, que pudéssemos pesquisar em sala.
Surgiram ideias incríveis tais como:
- De que a lua é feita?
- Como os dinossauros viviam?
- De que forma foram construídas as pirâmides do Egito?
- Como são fabricadas as roupas?
Só nessas questões apontadas,teríamos projetos para o ano inteiro.
Também tive relato de um aluno dizendo que não queria conhecer nada, porque já tinha conhecimento de tudo!!!!!!
Eis que deparo-me exatamente com os períodos do desenvolvimento cognitivo de Piaget, que fala da importância de entendermos em que período nosso aluno se encontra para aplicarmos a melhor metodologia.
Meus alunos estão na faixa etária de 9 a 10 anos, encontram-se no estádio operatório-concreto, onde já conseguem desenvolver o pensamento lógico sobre coisas concretas. 
Nem todos, obviamente, apresentam as características descritas por Piaget para essa fase, pois como já vimos em várias interdisciplinas, cada indivíduo possuo caraterísticas e vivência próprias, mas de certo forma os que ainda estão construindo seu entendimento do que pode ser concreto ou não, estão bem próximos de entendê-lo.




👈Ei-los aqui!!!!!!!

27 agosto, 2017

Como aprendemos?






A pergunta inicialmente parece simples, mas após tentar definir essa questão, percebi a atenção que devemos disponibilizar para tentar entender este  tema que é tão importante.
Primeiramente defini aprendizagem como:

" é a capacidade de assimilar alguma informação ou experiência, assim modificamos o comportamento mediante o estímulo recebido. 
Adquirimos novos conhecimentos e novas habilidades, consequentemente podemos repensar valores e atitudes."
Porém em Psicologia, neste semestre, temos a oportunidade de expandir essa definição e incorporar novas.
Como ocorre a aprendizagem então?
Ela já foi classificada de duas maneiras, assim apareceu a concepção gestaltista e a teoria do reforço, ambas antagônicas, mas que dividem um pensamento em comum, onde o indivíduo parece de forma passiva no processo de aprendizagem.
Mas na Psicologia e Epistemologia Genética encontramos uma congruência maior de ideias, apresentando não só a importância da hereditariedade, também aparece o estímulo que ficamos sujeitos, mas define o protagonismo do indivíduo no processo de aprendizagem.
E é assim que gostaria de ver meus alunos nesta caminha, se o ensino é por eles, é para eles, nada mais justo que eles sejam os atores principais deste processo.  
Por esse motivo é importante saber como eles aprendem, poderemos assim fazer a melhor escolha pedagógica.




26 agosto, 2017

Iniciando o Eixo VI


Chegamos em um momento que recuar não é possível, agora identifico um único trajeto até o dia tão almejado, que é nossa formatura.
Foram cinco semestres de perdas, sim muitas de nós perderam entes queridos.  Perdemos o sono, perdemos momentos em família, mas se analisarmos contemplando tudo o que vivenciamos neste período, talvez nosso consolo venha através das conquistas já alcançadas, e que agora falta muito pouco para o grande dia.
Este semestre também contará com um ingrediente especial, agora tenho uma turma para chamar de minha🙌, sim finalmente um dos meus sonhos finalmente se tornou real.  
Disposição não faltará, vontade de ser feliz também não, então é com o coração transbordando de alegria que desejo a todas nós um semestre repleto de realizações.

12 julho, 2017

Finalizando o Eixo V




Chegamos ao final de mais eixo, inevitavelmente fazer um balanço de todas as etapas superadas na graduação, se faz  necessário.
Iniciei o curso cheia de expectativas e muitas dúvidas, tais como:
- De que forma estudaremos os teóricos?
- Será que encontrarei caminhos para um metodologia de ensino inovadora?
- Conseguirei aplicar em sala o que nos é passado na teoria?
E mais tantas outras questões que foram surgindo ao longo do percurso. Porém tais questionamentos começaram a dar lugar a grandes reflexões.  
O mais interessante é que, por exemplo, os teóricos são analisados dentro do contexto das interdisciplinas de forma globalizada e não fragmentada como habitualmente costumava estudá-los.  
Quanto à novas metodologias, sim as aprendizagens ocorreram, mas de forma tão natural que facilmente podemos incorporá-las as nossas práticas, mesmo que nossa realidade esteja distante de um modelo aceitável de ensino.
O entusiasmo foi tanto neste semestre, que não só propiciou novos conhecimentos, bem como uma mudança real de comportamento de minha parte. Posso exemplificar através do meu engajamento no conselho escolar, as interdisciplinas de OEF e OGE estimularam esta mudança.
Participação, conhecimento de direitos e deveres foram palavras-chave deste semestre especificamente nestas disciplinas.
Confesso que os Projetos de Aprendizagem arrebataram meu coração, não só internalizei o conceito, como colhi frutos importantíssimos desta metodologia.
Enfim  a Psicologia da Vida Adulta trouxe questões importantes, estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária.


09 julho, 2017

XIII Salão de Ensino UFRGS














Minha primeira participação no Salão de Ensino da UFRGS, um evento que promove produções acadêmico-científicas. Também meu primeiro trabalho feito em parceria, que revelou-se um grande desafio em função do pouco tempo. Desafio que foi superado em conjunto com a colega Franciele de Freitas da Silva.  Relatamos experiências e pontuamos a importância  do PEAD em nossa prática docente.
Teixeira (2010), ao mencionar sobre as competências transversais do ofício do aluno, diz que o estudante precisa desenvolver três atos acadêmicos: os hábitos de estudar, ler e escrever textos para torna-se atuante na sociedade. Isso servirá como requisito para que o estudante torne-se um pesquisador.
Requisito que foi desenvolvido através da orientação da professora Larisa da Veiga Vieira Bandeira e da tutora Tais Barbosa. Gostaríamos então de expressar nosso profundo agradecimento, pois demonstraram grande empenho no suporte à nossa escrita acadêmica. 





03 julho, 2017

Devemos ser um pouco quixotescos...

A prática do educador: compromisso e prazer

Isabel Alice Lelis


O discurso da autora, como paraninfa de uma turma de formandos, fala-nos inicialmente do saber ser e o saber fazer. 
De acordo com Gondim & Cols (2003), o saber ser está relacionado com características pessoais que contribuem para a qualidade das interações humanas no trabalho e a formação de atitudes de autodesenvolvimento. O saber fazer se refere às habilidades motoras e ao conhecimento necessário para o trabalho. 
Podemos tomar como o início de um compromisso que assumimos no juramento perante à autoridade acadêmica, professores, homenageados, familiares e amigos.  O profundo engajamento com o aluno tanto afetivo, quanto intelectual será o fio condutor de nossa atuação.
Passamos e passaremos por inúmeros desafios, enfrentando nossos próprios questionamentos e lidando contra ideias pré-concebidas que envolvem muitos preconceitos e conservadorismos.
A autora também menciona a necessidade de sermos um pouco quixotescos.  A menção do personagem Dom Quixote nos remete ao sonhador, aquele que luta contra gigantes terríveis, buscando incessantemente a realização de feitos memoráveis.
Realmente este comportamento por vezes me acompanhou ao longo da docência, parece que lutamos diariamente contra grandes "moinhos", para quem ama sua vocação o importante é sempre acreditar.

Segue link, livro em pdf,  desta obra prima de Miguel Cervantes: 



02 julho, 2017

Síntese Consolidada





Este semestre o Seminário Integrador lança seu olhar para o professor reflexivo. As atividades envolvem a análise das postagens dos eixos I ao IV, tanto as minhas, quanto as de uma colega.
Ao refletirmos em conjunto, percebi que tivemos mais opiniões consonantes, do que divergentes, facilitando assim o processo de chegar a um denominador comum para que posteriormente construíssemos nossa Síntese Consolidada.
Segundo Alarcão o pensamento reflexivo é uma capacidade que pode ser desenvolvida, então vejo a necessidade de aprimoramento através do próprio exercício contínuo da escrita. 
Outro ponto que achei interessante ressaltar, é o pulo quantitativo e qualitativo das minhas postagens.  O que começou de forma tímida em poucas palavras, agora transformaram-se em ideias sistematizadas e práticas contextualizadas com a realidade vivenciada, e com a  própria teoria analisada nas disciplinas.
A escrita envolve vários processos, e posso afirmar que este sempre encontra-se em desenvolvimento, porém ainda não atingi um nível satisfatório de escrita. Quiçá algum dia poderei chegar perto deste modelo primoroso tão almejado.

27 junho, 2017

Conselho de Escola



A interdisciplina Organização do Ensino Fundamental, estudada neste semestre, além de reforçar o conhecimento que eu tinha sobre a importância dos colegiados, fez também com que eu agisse neste sentido.  Não atuo em sala, mas estou acompanhando de perto o trabalho do Conselho de Escola na instituição que minha filha estuda.
O Conselho de Escola é um colegiado que tem a finalidade de acompanhar e deliberar sobre questões político-pedagógicas de uma instituição de ensino. 

São constituídos por representantes dos pais, alunos, professores, demais funcionários da escola, membros da comunidade local e o diretor da unidade escolar.
A existência do Conselho de Escola favorece a gestão democrática, assim participar dele, é uma ótima forma de acompanhar o trabalho feito pelos gestores, docentes e funcionários da escola.
Fiscalizar, acompanhar as ações, participar das decisões são fundamentais dentro de uma gestão democrática.  Sinto que existe muita coisa ainda para se fazer, na escola de minha filha, mas após tantas reflexões propostas pela disciplina estou mais confiante para opinar e quem sabe modificar uma gestão que carrega muitos dos princípios de uma administração extremamente burocrática.


18 junho, 2017

Em qual concepção de gestão escolar encontra-se minha escola?

Esta pergunta foi realizada na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, entre outras formas de administração escolar como a Autogestionária, Interpretativa, Democrática-Participativa, as escolas onde trabalhei infelizmente encaixaram-se na forma de gestão Técnico-Científica. 
Digo infelizmente, porque ali encontramos uma concepção de gestão inversa ao ideal de uma administração democrática.

Poderia até apontar que a imagem sugere os princípios de uma gestão Técnico-Científica, onde encontramos o poder centralizado no diretor, destacando-se as relações de subordinação.
Assim esse modelo baseia-se no sistema de normas, regras, procedimentos burocráticos de controle das atividades, muitas vezes  descuida dos objetivos específicos da instituição escolar. 



Como podemos conceber, em pleno século XXI, 
ainda esta forma de gestão? 
Ao meu ver, é inconcebível essa forma de organização, pois a
escola é uma instituição social, portanto fica evidenciado que 
sua administração não deveria ser regida nos moldes de uma 
empresa, sendo que a organização escolar tem por matéria-prima 
o elemento humano, deveria sim constituir-se em seus fins 
pedagógicos.
Concepção Democrática-Participativa
Sendo assim defendo uma forma coletiva 

de gestão, em  que as  decisões são
tomadas coletivamente e discutidas
publicamente.
                                                       


10 junho, 2017

Interdisciplinaridade no PP em Ação

Objetivando utilizar o referencial teórico proposto na interdisciplina, encontrei em Hernández (1998), as ideias de que o aluno deve dominar diversas técnicas de pesquisa e argumentação, possuir certas capacidades sobre as relações interpessoais.  Inclusive deve aprender a negociar e tomar decisões.
Sendo assim, cabe-nos orientá-los quanto a interpretação da realidade, contextualizando as aprendizagens com suas vivências.
Buscar a relação entre as disciplinas, acredito que também faça parte do processo de construção do Projeto de Aprendizagem.  Envolvi,em meu PA, disciplinas como: Ciências, Linguagem, Matemática e Música, ficando evidenciado a facilidade da aprendizagem quando o aluno estabelece relações entre várias áreas de conhecimento.
Utilizando recursos tecnológicos para facultar a metodologia, observei o gosto que o aluno tem em dispor destas ferramentas, explorando-as com muita curiosidade e ânimo.

Projeto de Aprendizagem: Que bichos têm no pátio da escola?
Turma: Maternal II

 Recurso digital   

Interdisciplinaridade    

Em Ciências Naturais, os alunos levantaram algumas hipóteses sobre o modo de vida  dos bichos, que foram encontrados no pátio da escola.  Como se alimentam, foi uma questão importante apontada por eles, e que gerou a construção de um terrário para  observação.

A entrevista com uma especialista, como indicação de fonte primária, foi um aporte significativo para que os alunos pudessem construir o conhecimento de forma mais dinâmica e interativa.



Formada em Ciências Biológicas pela UFPel
Mestranda em Parasitologia pela UFPel
Artes


Linguagem
Em roda os alunos ouviram a história da Cigarra e a Formiga, a proposta é que todos sejam autores da narrativa.  Assim depois de lido um trecho da fábula, cada criança vai contando até um determinado trecho, e o próximo estabelece a sequência.






Música

Minhoca me dá uma beijoca!😘😘😘


Matemática  - Campo Aditivo






Após tantas descobertas, sistematizamos os novos conhecimentos em um mapa conceitual:



.

31 maio, 2017

Projetando o Futuro

Quais são meus projetos para o futuro?
Na graduação encontrei não só novas possibilidades, mas uma nova forma de encarar e vida e consequentemente sonhar de forma diferente.
Sempre acreditei que a formação continuada, dos profissionais da educação, é uma excelente forma de impulsionar um ensino de qualidade.
Quais são minhas metas atuais?
A formatura já começa a tomar forma e moldes de uma grande conquista.  Para tanto, vejo que o empenho no estágio e o TCC são indiscutivelmente metas fundamentais, das quais quero tirar o máximo de proveito .
Quais são são as metas para os próximos três anos?
Formação continuada, mestrado, sim já comecei com os preparativos para atingir minha meta, isso inclui um curso de línguas, MEC, e pesquisas muitas pesquisas.
Quais serão os planos para os próximos cinco anos?
Formação continuada, doutorado, muita dedicação e estudo para essa fase, verbos que sei e quero conjugar em todos os tempos.
Muitos desafios, essa é a proposta, e muita vontade de chegar ao objetivo final, assim que alcançar já estarei projetando os próximos anos e assim sucessivamente. Pelo visto estarei bem comprometida nos próximos anos, mas com toda a certeza absurdamente feliz!!!!!
E os seus projetos de vida como andam? Conte-me um pouco estou curiosa...

Aprendizagem Amorosa

💓💓Aprendizagem Amorosa💓💓 

"Uma característica de nossa
cultura  é   que   deprecia  as 
emoções e as entende como 
ameaça     a    racionalidade" 
             (MATURANA, 2002).




Quer dizer, ao nos declararmos seres racionais vivemos uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre razão e emoção, que constitui nosso viver humano, e não nos damos conta de que todo sistema racional tem um fundamento emocional. 
A retórica de Maturana, nos remete a modernidade líquida, revelada por Bauman, em sua essência. A fugacidade de nosso tempo marcada em sentimentos superficiais.
Mas antes de falar sobre a Aprendizagem Amorosa, preciso falar do amor.  Meu relato restringe-se apenas as minhas vivências, não tenho a pretensão de explicar esse sentimento tão complexo, quero compartilhar meu entendimento desta palavra tão importante e absolutamente necessária.
Meu sonho, de pequena, era de ter muitos filhos, algo em torno de 10 a 12. A medida que fui crescendo percebi a inviabilidade do meu sonho. Acho que nem preciso explicar  minha mudança de planos!
Porém um grande sentimento sempre me acompanhou, a afetividade. O que fazer com tanto carinho armazenado? 
Ser professora poderia trazer a sensação de ter muitos filhos ao mesmo tempo, assim de alguma forma o sonho de pequena poderia se concretizar.
Amo criança, a espontaneidade, graça, beleza tudo nelas desperta o que tenho de melhor. 
Após o nascimento de minhas filhas tive a certezas de que nasci para ser mãe e professora, é são essas duas vocações que quero seguir até o fim da vida.
Dificuldades existem, mas são superadas pela vontade e pelo amor. Aquele amor que está presente em meu coração e que gostaria de abraçar todas as crianças do mundo, com atenção especial para aquelas que sofrem o abandono e o descaso. 
Maturana é um cientista diferente dos demais: consegue ver o ser humano pelas lentes do amor.  Existe alguma barreira que o amor ou a influência da natureza em nossas vidas não atravesse?
Se somos sempre influenciados e modificados pelo que experienciamos, segundo o autor, obviamente a vivência em ambientes favoráveis para o desenvolvimento humano, como a família e escola, traz-nos a certeza de que é o acolhimento que permite nossa existência.


26 maio, 2017

Nenhum a menos

A obra conquistou o prêmio de melhor filme do Festival de Veneza de 1999, apesar de sua singela produção, traz a história comovente  de uma voluntária, que se vê sozinha com uma turma de alunos em uma aldeia.
O enredo mostra a tenacidade de uma jovem,e sua tentativa de evitar que um aluno deixe de frequentar suas aulas. 
Embora desprovida de qualquer experiência, ela revela ter, apesar de sua aparente timidez, uma persistência e uma fibra surpreendentes.
Um filme tocante e que leva-nos a infinitas reflexões. 
Quanto aposto em meu aluno? Faço o possível para mantê-lo na escola? Meu aluno consegue fazer conexão entre o que aprende e a realidade que em vive?
Se minhas respostas forem positivas,ótimo! Mais um motivo para continuar melhorando minha metodologia.
Agora se aparecer algum não, para as perguntas acima, está na hora de repensar seriamente toda minha prática.
Essa foi uma indicação de filmes do espaço cultural PBWorks.



23 maio, 2017

Como um vinho bom...













 A intencionalidade do blog restringe-se ao relato das aprendizagens vivenciadas ao longo da graduação.  Como posso estabelecer uma analogia entre novos saberes e  a degustação de um bom vinho, sem me desvirtuar?
Bom, essa tarefa tornar-se-á dificultosa se ficarmos presos ao sentido denotativo das palavras, porém se analisarmos conotativamente poderemos ter um outro entendimento.
O que a pedagogia tem proporcionado?
Reflexões, infindáveis reflexões a respeito de tudo. Quem sou? O que represento? Como posso interferir de forma positiva na vida de meus educandos?
Cada aprendizagem, conexão, apropriação e interação de conhecimento são como vouchers ganhos para as adegas mais refinadas. 
Merlot, para os apreciadores mais sensíveis ou Cabernet Sauvignon  para um paladar mais robusto, tanto importa.  Ambos despertam, aos degustadores de vinhos, deleitáveis sensações.
O que inicialmente apresentava-se como um grande desafio, refiro-me as leituras exigidas, agora apresentam-se como um néctar a ser sorvido demoradamente.
Se a comparação trouxer desconforto, posso então comparar as aprendizagens a bons livros, ou a um filme que acabamos protelando seu término, a fim de curtir melhor o prazeroso momento.
O texto reproduz minha enorme alegria com a graduação e com novas perspectivas que estão surgindo.