18 setembro, 2016

Lorenzo Milani & Paulo Freire                                                












Relendo as indicações de leitura de escolarização, encontrei Milani e a experiência de Barbiana. Foi bem no final do 1º semestre, confesso que minha leitura foi rápida, mas em algum lugar ficou a ideia de retomá-la.
O objetivo de encontrar algo inovador para aplicar com meus alunos, sempre permeou meu trabalho.
Lendo o texto sobre a experiência de Barbiana, fica claro os ideais revolucionários de Don Milani, que foi sacerdote, professor, escritor e educador italiano. 
Ele comunga de ideais semelhantes aos de Paulo Freire. Fui à procura de algum indício que Don Milani e Freire rezavam da mesma cartilha.
Encontrei um artigo que falava sobre essa semelhança, entre esses educadores. Nele o autor, Danilo R. Streck, fala em instaurar processos capazes de gerar transformações qualitativas, referindo-se a busca da justiça social através da educação.
Na verdade, inicialmente, estava em busca de uma metodologia diferenciada, porém quanto mais estudo, percebo  que existem alguns movimentos que me conduzem a um novo formato de pensamento.
Tanto Freire, quanto Don Milani deixam claro que suas práticas não estavam limitadas a um método.  Então como pensar em um modelo educacional?
Pelo menos uma certeza, o compromisso de uma pedagogia que abraça às diferenças.



09 setembro, 2016


Reflexões do Seminário Integrador 06/09/2016
Citação: Mal estar docente














Citação: É minha hipótese que o sofrimento dos professores, as suas queixas frequentes quanto ao insuportável trabalho docente e, no limite, o seu adoecimento expressam, sintomaticamente, a situação de abandono em que se encontra a escola; sugerem uma certa desistência da educação enquanto projeto de preparação de crianças e jovens para que encontrem o seu lugar no mundo adulto. Desistindo da realização do projeto educativo, os professores, na verdade, estariam se demitindo de sua posição de educador e, em decorrência, renunciando ao ato educativo.
Texto de Cláudia Murta, intitulado Magistério e sofrimento psíquico: contribuição para uma leitura psicanalítica  da escola. Publicado nos Anais do 3º Colóquio do LEPSI/FE-USP, São Paulo 2002.
Concordamos quanto as imensas deficiências no sistema educacional. Discentes indisciplinados e agressivos, salas que excedem o limite aceitável de alunos, falta de reconhecimento do trabalho realizado, ausência de um plano de carreira, jornadas de trabalho extensas e descaso total do poder público.
Muitos são os fatores que contribuem para o mal estar docente, no entanto percebe-se a necessidade de um maior aprofundamento destas questões.
A crise atual da educação surge de um mundo de rápidas e contínuas transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, que leva a uma crise de identidade na profissão docente, segundo Fontana (1992).
O que percebemos, através de pesquisas, são números expressivos em atestados médicos ou até mesmo pedidos de exoneração do magistério.
Ocorre que, a cada ano, uma sensível diminuição na procura pelas licenciaturas, talvez seja um prenúncio de uma possível escassez de professores.
O quadro  que se desenha não é nada otimista na educação, precisamos entender o que está acontecendo com os professores, ouvir suas necessidades, entender seus argumentos e tornar a educação uma prioridade.




 



Seminário Integrador IV (segundo encontro)


O papel do Seminário neste semestre demanda dois grandes aspectos:
* Professor pesquisador
*Sustentabilidade da formação do docente
O professor continua sua formação através da rede de profissionais articulados, visando a troca contínua de conhecimento.



06 setembro, 2016

Reflexões sobre o portfólio de aprendizagem...




01 setembro, 2016

Iniciando o 4º semestre...


Mais um semestre iniciando, aguardando sempre por inúmeras aprendizagens.
No primeiro encontro do Seminário Integrador realizamos um  feedback sobre nosso desempenho no 3º workshop.
O que ficou evidenciado, entre a turma, foi a facilidade em estabelecer relação entre prática e teoria no 3º semestre, ou seja conseguimos aplicar em sala  de aula o que aprendemos com as interdisciplinas.
Ressalto também a importância do professor buscar maneiras diferenciadas de estimular a aprendizagem dos alunos, seja através de novas tecnologias ou em inovações em sua própria  metodologia de trabalho.
Continuo procurando respostas para dúvidas antigas e a medida que avanço no curso estou encontrando esclarecimento para algumas delas, porém outras vão surgindo.
Então como iniciar mais um semestre tendo consciência que vivemos em uma modernidade líquida embasada na efemeridade das relações?  E como isso provoca desacertos da sociedade em relação ao ensino.





26 junho, 2016

Ou isto ou aquilo...



















A proposta desta atividade ocorreu na interdisciplina Literatura Infantojuvenil e consistia em planejar uma atividade, com os alunos, explorando o  poema como um gênero textual superinteressante de se trabalhar em sala de aula.
Escolhi a poesia  de Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo, pois achei apropriado para os alunos do 2º ano.
Os obras da poetiza dedicada ao público infantil, são marcadas pela musicalidade.
Ou isto ou aquilo estabelece um paradoxo e nos remete aos dilemas de nossa dia-a-dia.
Confeccionei um livro sensorial para que os alunos além de ouvirem a poesia, pudessem ter uma experiência tátil também. Li em voz alta e fui folheando página a página do livro.  Após a leitura, o livro foi passado de mão em mão para que pudessem formular perguntas ou contar alguma curiosidade.
Escrevi a poesia de forma enigmática,em papel pardo, substituindo algumas palavras por suas gravuras,que posteriormente foram fixadas pelos alunos na medida que o texto era lido.
Trocaram ideias sobre o significado da poesia e o que ela representa.
 Alguns de seus comentários foram surpreendentes:
- Poesias são coisas do coração profe!
- O mundo precisa mais de poesia né?
Os alunos criaram histórias extremamente criativas, a partir das figuras mostradas no livro, ressalto a importância de trabalharmos com a oralidade diariamente.

13 junho, 2016

Uma breve história da humanidade

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Uma indicação de leitura do professor Crediné, Sapiens Uma breve história da humanidade, mostra a trajetória da espécie é como ela é traçada pela sucessão de três revoluções: a cognitiva (quando nos tornamos espertos), a da agricultura (quando moldamos a natureza a nosso favor) e a científica.
Fiquei interessada especialmente na revolução cognitiva, como ela ocorreu e seu vínculo direto com a  evolução da linguagem.
Homo sapiens é o único animal da Terra que acredita em fenômenos não reais: leis, dinheiro, deuses, nações, etc.  Conseguimos, então com o livro, visualizar  o homem percebendo-se ao longo dos tempos,  como ele foi transmitindo conhecimento e gerando cultura.
O livro apresenta algumas pistas no caminho do entendimento da cognição,basicamente um grande quebra-cabeça,  unimos alguns pontos para tentar revelar o processo da aquisição do conhecimento e também estabelecemos alguns elos importantes desse emaranhado, porém ainda dispomos de poucas certezas.
Apesar  dos sapiens arcaicos se parecessem exatamente conosco, apresentavam grandes limitações quanto aos seus aspectos cognitivos, tais como memória, aprendizado e comunicação.
A invenção de barcos, arcos e flechas, agulhas para costurar roupas quentes, aparecem como conquistas oriundas de uma revolução nas habilidades cognitivas dos sapiens.
O surgimento de novas maneiras de raciocinar e se comunicar, entre 70 mil anos a 30 mil anos atrás, constitui a Revolução Cognitiva.
Recomendo o livro para quem busca conhecer o passado da humanidade, estabelecendo assim um elo de entendimento com o presente.


22 maio, 2016

Mapas Conceituais
São estruturas esquemáticas que representam conjuntos de ideias e conceitos dispostos em uma espécie de rede, representando mais claramente a exposição do conhecimento e organizando segundo a compreensão cognitiva do seu idealizador. 
E foi na aula do Seminário Integrador que descobri como essa ferramente pode me auxiliar, tanto em meus estudos bem como para organizar melhor minhas ideias.
Ao aprofundar o tema encontrei esse esquema interessante para não perder o foco, organização é a base de tudo então sempre vale a pena estabelecer metas e colocá-las em prática.





11 maio, 2016

Seminário Integrador III

O que é possível aprender a partir da pesquisa?

Essa foi a pergunta desafiadora do professor Crediné no encontro de 10/05.  Dos grupos estabelecidos surgiram vários conceitos e algumas polêmicas.
Vimos então a importância da pesquisa para trabalharmos com projetos de aprendizagens.  Para ser sincera nunca fui muito fã dos projetos de ensino e para ilustrar minhas descobertas desta aula, fiz um pequeno comparativo entre essas duas metodologias.







Estabelecido algum entendimento entre metodologias, o próximo passo foi inquietar a turma no sentido de construir uma listagem de perguntas.
Que tipo de pergunta? Com cunho filosófico, religioso, político ou apenas curiosidades corriqueiras!
A aula foi tão interessante que lá estava eu às duas horas da manhã pensando e já listando algumas destas dúvidas... 








Sugestões bibliográficas:
file:///C:/Users/Windows%208.1/Downloads/me003153.pdf

Yuval Harari  - SAPIENS – UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE




Projeto de Aprendizagem


A tecnologia é vista como uma aliada em projetos de aprendizagens, meio onde o professor poderá gerenciar a interconectividade entre tempos diferentes, ao mesmo tempo poderá manter a identidade do sujeito na interação coletiva.
O que isso significa?  Que cada fez mais o professor precisará conhecer, entender e aceitar as novas tecnologias.
Expressões tais como:
- Não entendo nada informática!
- Não sei lidar com essas novidades!
Terão que dar espaço a outro tipo de comentário:
-Preciso me atualizar!
-Vou procurar novas fontes de conhecimentos!





10 maio, 2016

Aprendizagem por pares



Nossa professora Tânia falou em aula sobre esse tema, particularmente acho bastante interessante e vale claro, uma postagem.
aprendizagem por pares sugere que as atividades educacionais sejam realizadas para facilitar ou incentivar as interações aluno-aluno, o que requer envolvimento de todos os participantes no planejamento e na realização de atividades. 
A palavra "par" indica indivíduos que são similares em posição, idade e interesses, sendo portanto, da mesma geração ou nível social ou etário.
Essa interação proporcionada em sala de aula é de uma riqueza ímpar, pois os alunos trocam experiências e constroem hipóteses solidificando  o processo ensino-aprendizagem.
Muitas vezes acontece, essa troca, não de forma planejada. Devemos observar aquele burburinho que fazem ao londo da aula, muitas dessas "conversas" são trocas de conhecimentos, fazem ajustes na maneira de raciocinar e estabelecem novos saberes à medida que trocam conhecimento. 

03 maio, 2016








Segundo Quadros, assim como as línguas faladas às línguas de sinais não são universais: cada país apresenta a sua própria língua. No caso do Brasil, tem-se a LIBRAS e que atende o regionalismo, pois cada local guarda características específicas.
Essa língua é um elemento essencial para a comunicação e fortalecimento de uma identidade Surda no Brasil.
A educação inclusiva se orienta pela perspectiva da diversidade, com metodologias e estratégias diferenciadas, cuja capacitação do professor passa pelo conhecimento sobre a diversidade, com a família, responsabilidade para com o exercício da profissão.
Por isso, Libras,tornou-se disciplina obrigatória na formação de docentes.  Assim o professor, poderá estipular uma metodologia específica para atender de forma coerente seu aluno.
Em nossa primeira aula, imergimos neste mundo até então desconhecido. Descobrimos que além de contar com uma língua própria, os surdos, também tem material e recursos feitos especificamente para atender suas necessidades, tais como livros e aparelhos com tecnologia adaptada.

Ao final desta fantástica aula fui  surpreendida com uma questão interessante:
- Então o surdo vive no silêncio? (aluno-ouvinte)
- Não, ouvimos sim, só que ouvimos com os olhos! (professor-surdo)







01 maio, 2016

Plasticidade neuronal e a importância da música!!!


Plasticidade neuronal é o nome dado a essa capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Por isso, crianças que sofreram acidentes, às vezes gravíssimos, com perda de massa encefálica, déficits motores, visuais, de fala e audição, vão se recuperando gradativamente e podem chegar à idade adulta sem sequelas, iguais às crianças que nenhum dano sofreram.
Há tempos vem se falando sobre as influências da música sobre a atividade mental. O que percebe-se através deste vídeo é que a música requerer múltiplas funções cerebrais, tais como a função auditiva para escutar e apreciar a harmonia, ritmo, timbre, a função motora para execução instrumental e, mais fascinante, as funções cognitivas e emocionais para a interpretação e representação musical interior.

Fonte:http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/plasticidade-neuronal/

Memória auditiva


Primeira aula de Música na Escola com a professora Leda Maffioletti foi extremamente representativa para tentar conceitualizar a musicalidade.
É a musicalidade que capta e diferencia os diversos teores da música e chaveia: isto vai para o cérebro, isto para o coração. O que vai para o cérebro é a parte da letra e os sons que nos são agradáveis ou não, ou seja, a parte física e racional da música. O que vai para o coração é a emoção destilada, em seu estado mais puro.
Através de minha memória auditiva, relembrei canções de minha infância.  Sensações gostosas que há muito andavam obscurecidas pela correria do dia a dia.
Apesar de sempre achar que não fui contemplada com o dom da música, percebi através da aula, que minha concepção estava errada, pois todo o ser humano é um ser musical e somos possuidores de uma capacidade natural para desenvolver esta habilidade.
Já no útero materno estamos predispostos a uma gama infinita de sons e na infância desenvolvemos preferências musicais, que dependerá principalmente do meio ao qual estamos inseridos.
Convencida desta minha capacidade já consigo sentir segurança necessária para trabalhar com música através de metodologias diferenciadas.