14 janeiro, 2017
03 janeiro, 2017
Posted by Fabiana Pieruccini
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Matemática - Campo Multiplicativo

Utilizei o contexto da história infantil “As centopeias e seus sapatinhos”, na situação de divisão envolvendo formação de grupos.
*Leitura do livro:

Após a leitura abordei algumas questões de interpretação da história e, na sequência, utilizei o power point para o registro pictórico da atividade.
Situações-problema:
- Centopeinha guardou seus oito pares de sapato em quatro prateleiras. Quantos pares de sapato colocou em cada prateleira para que ficassem igualmente distribuídos?
- A Joaninha conseguiu colocar quatro pares de sapato dentro de uma sacola, sendo assim, quantas sacolas a vendedora precisou para guardar todos os pares comprados?
Para o desenvolvimento do raciocínio multiplicativo é importante propor aos alunos problemas variados, envolvendo as diferentes situações que compõem os campos conceituais. Assim os alunos enfrentam situações desafiadoras e não apenas resolvem problemas a partir da repetição de estratégias já conhecidas.

Registro da atividade

Registro da atividade
02 janeiro, 2017
Posted by Fabiana Pieruccini
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Classificar é fazer ciência?
Se a interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas, posso afirmar que a pergunta feita pela professora de Ciências Naturais foi propícia para reiterar este conceito.
Se a interdisciplinaridade visa garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com os limites das disciplinas, posso afirmar que a pergunta feita pela professora de Ciências Naturais foi propícia para reiterar este conceito.
Não tinha refletido ainda sobre a questão. Sempre vinculei a classificação, ao saberes
matemáticos. Se para organizar os conhecimentos
o homem tem a necessidade de dar nomes a tudo, sendo assim, um dos trabalhos fundamentais das ciências é
nomear todos os seus objetos de estudo e classificá-los, segundo critérios
definidos, para facilitar a sua localização quando for necessário.
Posted by Fabiana Pieruccini
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Geometria e Arte
Um dos artistas escolhidos para
trabalhar com os alunos foi Pieter Cornelis Mondriaan, o pintor holandês trabalhava com figuras geométricas de
modo bastante criativo. Contei resumidamente a biografia e apresentei-lhes suas
principais obras.
Propus aos alunos que criassem seus
próprios “Mondriaans”. Além de quadrados
e retângulos de todos os tamanhos, presentes na obra, evidencia-se a utilização
das cores primárias, que são facilmente identificadas pelos alunos no ciclo de
alfabetização.
É preciso estimular o aluno para que
desenvolva um “olhar geométrico” e que ela seja capaz de perceber e identificar
as formas que estão ao nosso redor.
Descobrindo assim suas propriedades relacionando-as entre si e outros
objetos, percebendo semelhanças e diferenças, classificando-as e criando por
meio delas.
28 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Enchendo balões
Reagentes e material necessário
* 3 Garrafas pet
* 1 Funil
* 3 Balões
* Vinagre
* Bicarbonato de sódio
Procedimento
Experimental:
Distribua o vinagre
nas
garrafas de plástico, 50, 100 e 150ml em cada uma;
Coloque 3 colheres de chá de
bicarbonato de sódio dentro dos balões com o
auxílio do funil;
Prenda os
balões aos gargalos das garrafas;
Observe como os
balões vão enchendo
à medida que o bicarbonato cai sobre o vinagre.
Explicação
O ácido acético do vinagre reage
com o bicarbonato de sódio libertando dióxido de carbono. À medida que se forma
mais gás, a pressão dentro da garrafa aumenta e
o balão enche.
Curiosidades que surgiram:
- Se a garrafinha for toda preenchida com vinagre e bicarbonato poderá
explodir o balão?
- Profe a água com gás e feita assim, com bicarbonato? O vinagre ficou
cheio de bolhas!
Demonstraram surpresa ao presenciarem o aumento progressivo da quantidade
de reagentes. Então a partir da pergunta, se o balão poderia explodir, propus
que tentássemos fazer o experimento colocando uma quantia maior de vinagre e
bicarbonato.
Sim o balão explodiu e foi uma farra, fez uma lambança e alguns ainda
reclamaram do cheiro do vinagre na sala.
Quanto a segunda pergunta
expliquei que se as empresas adicionassem bicarbonato na água alteraria o
sabor e que para gaseificá-la era necessário um outro processo. Retira-se o oxigênio presente no líquido e injeta-se, em
seu lugar, gás carbônico.
É muito interessante observar como eles avançam progressivamente em suas
dúvidas. Porque a partir do momento que elucidamos a primeira questão, eles já
estavam apresentando novas interrogações.
20 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Projetos de Aprendizagens
No Seminário Integrador, no Eixo IV, trabalhamos com os Projetos de
Aprendizagem (PAs). Quando falamos deste
tipo de projeto ressaltamos que sua origem surge a partir de questões
levantadas pelo próprio autor, ou seja, pelo sujeito que vai construir o
conhecimento.
Segundo Fagundes (1999 p.13), ” o aprendiz aqui é entendido como sujeito de
aprendizagens, no seu sentido pleno, que determina caminhos e orienta seu
próprio processo de aprendizagem, num processo coletivo e individual”.
A tecnologia é vista como uma aliada em projetos de
aprendizagens, meio onde o professor poderá gerenciar a interconectividade
entre tempos diferentes, ao mesmo tempo poderá manter a identidade do sujeito
na interação coletiva. O
que isso significa? Significa que cada fez mais o professor precisará
conhecer, entender e aceitar as novas tecnologias.
Outros aspectos importantes que serão abordados no trabalhado com PAs, é
a ideia ou o conhecimento prévio que o aprendiz tem a respeito do seu objeto de
estudo, assim juntamente com a pesquisa e a sistematização do pensamento, poderão
conceber o conhecimento específico.
Costa e Magdalena (2010),
afirmam que para iniciar um Projeto de Aprendizagem é necessário a definição de
uma questão central, determinando o que investigar. É também importante a organização de um
conjunto de certezas provisórias e dúvidas temporárias, estas que darão suporte
ao longo da pesquisa, podendo também o professor prever a amplitude do projeto
a partir dos conhecimentos prévios que seus alunos apresentam.
Foi seguindo este passo a passo que meu
grupo começou a se organizar para montar um PA.
Esta é a primeira vez que trabalho com esse tipo de projeto e encontrei
inicialmente dificuldade para absorver todo o contexto e desenvolver a
pesquisa. A troca de ideias entre
colegas foi fundamental importância, para que o projeto fosse adiante.
Ficou claro após essa atividade a diferença entre projeto de ensino e
projeto de aprendizagem. O trabalho com
projeto de ensino foi bastante evidenciado quando cursei o magistério, nele o
professor é o mentor das atividades e o aluno só recebe o conhecimento,
diferentemente dos PAs onde o professor é o orientador, e o aluno constrói o
conhecimento de forma colaborativa.
Mapas Conceituais
São propostos como uma estratégia facilitadora de uma aprendizagem
significativa. Professores e alunos podem ter, através dos mapas conceituais, a
possibilidade de maior compreensão de sua própria aprendizagem, contribuindo
para o desenvolvimento de muitas habilidades que levam a organização e
construção do conhecimento.
São propostos como uma estratégia facilitadora de uma aprendizagem
significativa. Professores e alunos podem ter, através dos mapas conceituais, a
possibilidade de maior compreensão de sua própria aprendizagem, contribuindo
para o desenvolvimento de muitas habilidades que levam a organização e
construção do conhecimento.
Posted in Mapas Conceituais, Projeto de Aprendizagem
19 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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O professor dos espantos
"A missão do professor não é dar respostas prontas. As respostas estão nos livros, na internet. A missão do professor é provocar inteligência, é provocar o espanto, é provocar a curiosidade." Rubem Alves
A Serpente do Faraó
Neste experimento vamos fazer a tão famosa Serpente do Faraó! Um dos experimentos mais legais e clássicos da Química, mas temos que lembrar que a segurança vem em primeiro lugar! Este experimento pode ser feito em casa, mas oferece riscos e deve ser acompanhado por um Adulto Responsável!
"A missão do professor não é dar respostas prontas. As respostas estão nos livros, na internet. A missão do professor é provocar inteligência, é provocar o espanto, é provocar a curiosidade." Rubem Alves
A Serpente do Faraó
Neste experimento vamos fazer a tão famosa Serpente do Faraó! Um dos experimentos mais legais e clássicos da Química, mas temos que lembrar que a segurança vem em primeiro lugar! Este experimento pode ser feito em casa, mas oferece riscos e deve ser acompanhado por um Adulto Responsável!
Os ingredientes para a experiência são:
- Açúcar
- Bicarbonato de sódio
- Álcool (ou fluido de isqueiro)
- Areia
- Forma de alumínio
- Liquidificador
- Garrafas de plástico
O açúcar comum é a sacarose e o bicarbonato de sódio é o sal hidrogenocarbonato de sódio ou carbonato ácido de sódio.
Quando a sacarose queima, ocorre a sua combustão completa e, assim como ocorre com todos os compostos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio, os produtos liberados são dióxido de carbono e água:
Além disso, nesse processo também ocorre a combustão incompleta da sacarose, em que um dos produtos é o carbono, constituinte do carvão. É por isso que se forma a estrutura de cor preta. O gás carbônico liberado tanto na combustão completa da sacarose quanto na decomposição do bicarbonato faz a estrutura de carbono inflar, crescendo, e é isso que dá o efeito de uma serpente subindo.
17 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Ciências e Sustentabilidade
Falar sobre sustentabilidade instiga a reflexão sobre a maneira que eu, professor, consumo e como me relaciono com o mundo à minha volta. Acho importante essa ponderação porque entender meu próprio comportamento perante as relações com a natureza, facilita a concepção que temos uma existência em comum.
Falar sobre sustentabilidade instiga a reflexão sobre a maneira que eu, professor, consumo e como me relaciono com o mundo à minha volta. Acho importante essa ponderação porque entender meu próprio comportamento perante as relações com a natureza, facilita a concepção que temos uma existência em comum.
Ensinar
sobre sustentabilidade é necessário
mais do que separar o lixo para reciclagem ou fechar a torneira enquanto se
escova os dentes. Precisamos compartilhar com o aluno essa experiência através de uma
prática mais eficiente, aliada ao conhecimento do meio onde o educando está
inserido.
Posted in Ciências e Sustentabilidade
14 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Livros Digitais:
o livro eletrônico como recurso pedagógico auxiliar ao ensino
Em um mundo mutável, percebemos a volatilidade e a instabilidade das relações pessoais. Como, na condição de educadores, podemos auxiliar o discente em seu processo identitário? Acredito não ser uma tarefa fácil, mas apontar referenciais, estudar a cultura e o meio auxiliam neste processo.
Necessariamente o sentimento de pertencimento vem atrelado a todo esse contexto citado. Fazer parte de espaços coletivos, é a base da integração do indivíduo ao meio em que vive.
http://www.livrosdigitais.org.br/livro/52806EDSLTH2UH?page=0
o livro eletrônico como recurso pedagógico auxiliar ao ensino
Em um mundo mutável, percebemos a volatilidade e a instabilidade das relações pessoais. Como, na condição de educadores, podemos auxiliar o discente em seu processo identitário? Acredito não ser uma tarefa fácil, mas apontar referenciais, estudar a cultura e o meio auxiliam neste processo.
Necessariamente o sentimento de pertencimento vem atrelado a todo esse contexto citado. Fazer parte de espaços coletivos, é a base da integração do indivíduo ao meio em que vive.
Através de todas essas ideias, e
partindo da necessidade de evidenciar a construção da identidade de cada um,
sugeri aos alunos que fizéssemos um livro digital a respeito da cidade onde residem.
Deveriam apresentar os pontos turísticos, mais interessantes, para um visitante.
Fizeram um estudo do meio através da saída a campo. Entrevistaram moradores, selecionaram algumas fotografias e desenharam o que mais chamou-lhes a atenção.
O livro digital é uma ferramenta que pode enriquecer a prática diária do professor.
Para Benício (2003) essa modernidade é muito importante na democratização do saber e veio para complementar o livro impresso, de forma mais expressiva e dinâmica, dessa forma, ele pode ser utilizado como suplemento dos livros didáticos, possibilitando a inserção de novos conteúdos ou o aprofundamento em um tema já elucidado nos livros escolares.
Fizeram um estudo do meio através da saída a campo. Entrevistaram moradores, selecionaram algumas fotografias e desenharam o que mais chamou-lhes a atenção.
O livro digital é uma ferramenta que pode enriquecer a prática diária do professor.
Para Benício (2003) essa modernidade é muito importante na democratização do saber e veio para complementar o livro impresso, de forma mais expressiva e dinâmica, dessa forma, ele pode ser utilizado como suplemento dos livros didáticos, possibilitando a inserção de novos conteúdos ou o aprofundamento em um tema já elucidado nos livros escolares.
Quem são, onde vivem, se reconhecem no
espaço que ocupam, que histórias culturais trazem consigo? Estes aspectos são de fundamental
importância para a construção identitária do indivíduo.
Ressalto, por fim, que a utilização
do recurso digital sistematizou o conhecimento elaborado pelos alunos,
revelando-se um importante aliado no
processo ensino-aprendizagem.
Para acompanhar este processo, abra o link abaixo e confira o resultado! http://www.livrosdigitais.org.br/livro/52806EDSLTH2UH?page=0
Posted in Livros digitais
Posted by Fabiana Pieruccini
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Os museus como espaços de identidades e de memória...
"O homem está na cidade
como uma coisa está na outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade"
Ferreira Gullar

Entrada do Museu Ashmoleano, fundado em 1683, o primeiro dos museus modernos
A proposta de Estudos Sociais, nesta semana, é o potencial pedagógico existente nos museus como espaços educativos das cidades.
O templo das musas, o Museion, deu origem a palavra museu como local de cultivo e preservação das artes e das ciências.
Além do sentido etimológico da palavra, descobri através dos estudos, alguns conceitos importantes. A ideia de museu vai além da preservação: conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem a história.
Um pouco de história...
Na Idade Média, o hábito de reunir obras de arte era demonstração de prestígio para a elite feudal. O avanço do conhecimento, a influência dos enciclopedistas e a Revolução francesa fazem surgir o conceito de coleção como instituição pública, chamada "museu".
Como a escola, o museu era um espaço que destinava-se para poucos. O museu servia para guardar e expor objetos de figuras ilustres e raridades.
Francisco Regis Lopes Ramos (2004) comenta que, nos museus de História, os objetos eram reunidos para compor uma pedagogia da glorificação de indivíduos de destaque. Na escola, também ensinavam sobre homens ilustres que faziam coisas inéditas, grandiosas e fantásticas. Escolas e museus eram templos onde se transmitiam saberes e se admiravam objetos.
Na contemporaneidade....
Os debates sobre o papel educativo dos museus afirmam que o objetivo não é mais a celebração de personagens, mas a reflexão crítica. Se antes os objetos eram contemplados, agora necessitam ser interpretados.
Mas a crítica pela crítica não é suficiente, para assumir o papel instrutivo, o museu, precisa de ações educativas que promovam a interação das pessoas com o próprio, buscando o desenvolvimento de uma educação relacionada à percepção do mundo.
"O homem está na cidade
como uma coisa está na outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade"
Ferreira Gullar

Entrada do Museu Ashmoleano, fundado em 1683, o primeiro dos museus modernos
A proposta de Estudos Sociais, nesta semana, é o potencial pedagógico existente nos museus como espaços educativos das cidades.
O templo das musas, o Museion, deu origem a palavra museu como local de cultivo e preservação das artes e das ciências.
Além do sentido etimológico da palavra, descobri através dos estudos, alguns conceitos importantes. A ideia de museu vai além da preservação: conservam, investigam, comunicam, interpretam e expõem a história.
Um pouco de história...
Na Idade Média, o hábito de reunir obras de arte era demonstração de prestígio para a elite feudal. O avanço do conhecimento, a influência dos enciclopedistas e a Revolução francesa fazem surgir o conceito de coleção como instituição pública, chamada "museu".
Como a escola, o museu era um espaço que destinava-se para poucos. O museu servia para guardar e expor objetos de figuras ilustres e raridades.
Francisco Regis Lopes Ramos (2004) comenta que, nos museus de História, os objetos eram reunidos para compor uma pedagogia da glorificação de indivíduos de destaque. Na escola, também ensinavam sobre homens ilustres que faziam coisas inéditas, grandiosas e fantásticas. Escolas e museus eram templos onde se transmitiam saberes e se admiravam objetos.
Na contemporaneidade....
Os debates sobre o papel educativo dos museus afirmam que o objetivo não é mais a celebração de personagens, mas a reflexão crítica. Se antes os objetos eram contemplados, agora necessitam ser interpretados.
Mas a crítica pela crítica não é suficiente, para assumir o papel instrutivo, o museu, precisa de ações educativas que promovam a interação das pessoas com o próprio, buscando o desenvolvimento de uma educação relacionada à percepção do mundo.
Posted in Espaços identitários, museus
03 dezembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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A
compreensão do tempo-espaço no processo identitário
Bauman (2005), nós fala da fragmentação de nossas identidades culturais. Atribui à globalização, como um grande fator que influencia na construção de nossas identidades.
Avanços tecnológicos no transporte e na comunicação, cada vez mais liga
o local ao global.
Hall (2011), aponta que uma das principais consequências da globalização
seria a compreensão do tempo-espaço. As distâncias se encurtaram e um fato
ocorrido do outro lado do mundo, têm impacto imediato sobre pessoas e lugares
próximos a nós. Tudo acontece ao mesmo
tempo, são milhares de informações sendo processadas, assim as identidades se
tornam desvinculadas de tempos, lugares, histórias e tradições.
Necessariamente o sentimento de pertencimento vem atrelado a todo esse
contexto citado. Fazer parte de espaços
coletivos, como a escola, é a base da integração do indivíduo ao meio em que
vive.
Posted in Bauman, Construção identitária
30 novembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Enriquecimento das aulas através da leitura visual
Antiga ponte pênsil, que ligava Tramandaí à Imbé - Foto Rosane Fernandes de Souza
Em Estudos Sociais estamos analisando a fotografia como objeto
e recurso de memória. Se gostei do tema? Claro que sim, a fotografia sempre marcou minha história, aliás não só marcou como fez e faz parte de minha trajetória pessoal e profissional.
Infelizmente não tenho registros
fotográficos, como docente, da época que comecei a dar aula. Porém com o advento da fotografia
digital comecei eternizar, nos últimos anos, grandes momentos com meus alunos.
Meu Brasil
Imbé,09/05/2015
Crédito de imagem: Angela Pires
As primeiras fotos são relacionadas a minha região de atuação como docente, Imbé e Tramandaí, elas são utilizadas como objeto de análise de como era o local que agora vivemos.
Gosto de aplicar a fotografia como uma linguagem educacional que se agrega as demais, pois ela apresenta uma interdisciplinaridade própria, assim podemos implementar este recurso nas aulas de Português, História, Geografia, Ciências e tantas outras, despertando no aluno o desejo de aprender através da linguagem visual.
"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório." Bresson
Posted in Linguagem visual
15 novembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Alfabetização matemática

Às crianças por si só são observadoras, muitas vezes estão atentas para fatos que passam desapercebidos pelos adultos. Às vezes uma sombra, distância percorrida, troco que recebe no mercado,as comparações que estabelece com outra criança, enfim poderia citar inúmeros acontecimentos do dia a dia, que a ideia da matemática se faz presente. Explorar esses momentos talvez seja a chave para aproximar nosso aluno desta ciência que muitas vezes é temida, então desmistificar, a matemática, passa ser um viés importante.
Outro fator importante neste processo é o conhecimento que o aluno tem acerca destas questões, o que é grande ou pequeno, cheio ou vazio, muito ou pouco, são ideias que auxiliarão exatamente na conceitualização da matemática, dessa forma fica fácil de abordá-la já na educação infantil.
Quando aparece a alfabetização matemática? Justamente onde entende-se que ela aparece como um instrumento para a leitura do mundo, superando a ideia de apenas decodificação dos números e a resolução das quatro operação básicas.

Às crianças por si só são observadoras, muitas vezes estão atentas para fatos que passam desapercebidos pelos adultos. Às vezes uma sombra, distância percorrida, troco que recebe no mercado,as comparações que estabelece com outra criança, enfim poderia citar inúmeros acontecimentos do dia a dia, que a ideia da matemática se faz presente. Explorar esses momentos talvez seja a chave para aproximar nosso aluno desta ciência que muitas vezes é temida, então desmistificar, a matemática, passa ser um viés importante.
Outro fator importante neste processo é o conhecimento que o aluno tem acerca destas questões, o que é grande ou pequeno, cheio ou vazio, muito ou pouco, são ideias que auxiliarão exatamente na conceitualização da matemática, dessa forma fica fácil de abordá-la já na educação infantil.
Quando aparece a alfabetização matemática? Justamente onde entende-se que ela aparece como um instrumento para a leitura do mundo, superando a ideia de apenas decodificação dos números e a resolução das quatro operação básicas.
Posted in Alfabetização matemática
09 novembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Por que
devemos falar do passado?
Poderia
inicialmente citar uma série de vantagens em relatar fatos, histórias ou
momentos do passado, porém a Pedagogia tem avançado em um movimento de intensa
pluralidade, porque mostra-me vários aspectos em uma única abordagem.
A maneira
que aprendi história, se é que absorvi algo, foi copiando na biblioteca textos
infindáveis das enciclopédias. Que registro de aprendizagem ficou armazenado em
minha memória? Bom em termos de conteúdo, quase nada. Não posso fadar o meu aluno ao mesmo destino.
Representação
do mundo pelos Estudos Sociais, fala exatamente de vida, quem são essas pessoas
que constituem a história? São povos, celebridades ou pessoas comuns? Acredito
que somos todos nós, o passado e o presente fundindo-se como forma de
constituição de um futuro.
Então a
história antiga é importante? Mas é claro que sim, mas também precisamos
entender nossa própria representatividade no tempo e espaço que ocupamos.
Entender quem
somos, auxilia-nos no processo entendimento do passado fazendo-nos avançar e
projetar o amanhã.
Por isso que
gosto tanto de trabalhar com os pequenos, porque depositamos neles estruturas
embrionárias que poderão crescer de forma gradual.
Assim tornar-se-ão
críticos, levantando suas próprias hipóteses, argumentando e avaliando
fontes. Através da pesquisa poderão
interpretar o passado desenvolvendo suas habilidades e constituindo suas competências.
Posted in Estudos Sociais, Habilidades e Competências, História
05 novembro, 2016
Posted by Fabiana Pieruccini
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Ser professor é ser pesquisador!
“Se o
professor pretende ensinar algo, ele precisa saber esse algo que pretende
ensinar. Ele precisa questionar-se a respeito de como sabe aquilo que pretende
ensinar. Precisa questionar-se também se sempre soube o que sabe e aquilo que
ensina. Embora tenha a sensação de que sempre soube, isso não corresponde à
realidade.”
Foi nesta semana que esta citação da professora Tânia Marques, veio em minha mente. Estava realizando uma atividade de matemática,
mais precisamente sobre classificação e o que a princípio parecia ser um
exercício de fácil resolução, acabou virando um objeto de pesquisa.
Montei uma
atividade no PowerPoint onde apareciam vários alimentos em uma cesta, de outro
lado haviam três caixotes,onde esses alimentos deveriam ser separados e
classificados como frutas, verduras ou grãos. Percebi que a ideia que eu tinha
a respeito de grãos estava equivocada por achar que o feijão se enquadrava
nesta classe, aí fui pesquisar e verifiquei que
plantas como feijão, ervilha e amendoim não
podem ser chamadas de cereais – portanto, suas sementes não são grãos. A razão
é bem simples: eles não fazem parte da família das gramíneas – são, na verdade,
da família das leguminosas. Aí, a regra é até mais simples: as sementes do
feijão, da ervilha e do amendoim chamam-se apenas… sementes.
Assim também alguns
legumes como berinjela e o tomate surgiram dúvidas a respeito de sua
classificação.
E que os legumes como feijão, ervilha,
amendoim e lentilha também são um tipo de fruto, que têm como característica o
fato de serem duros, secos e terem as sementes protegidas por uma vagem.
Nas feiras a rigidez da classificação
científica dá lugar a um critério bem mais simples: os frutos doces são
chamados de frutas e o resto vira legume. “Não se trata de uma definição
técnica, mas de uma distinção popular que se consagrou pelo uso”, afirma o
biólogo Marcos Arduin, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Dessa forma, frutos adocicados, como o
abacate, o caqui, a uva e a banana, recebem o nome de frutas. Outros mais
salgados ou azedos – como o tomate, o chuchu e a berinjela – são considerados
legumes. “Esse estilo de classificação ampliou a categoria dos legumes. Com
ele, há espaço para incluir raízes (como a cenoura e o rabanete), ramos (como
brócolis) e grãos (como o arroz e o girassol)”, diz Marcos.
Vivendo e aprendendo, é o ditado é
popular mas muito coerente. Voltando a reflexão inicial posso afirmar que o
professor é um eterno pesquisador.
Sempre acreditei conhecer a classificação geral dos alimentos, mas foi através
da pesquisa cheguei a outras possibilidades.
Acreditamos ao longo da vida em várias
hipóteses que acabam se transformando em verdades absolutas, mas é justamente
essa desacomodação que minha profissão proporciona que me encanta.
Repensar conceitos e teorias, nos
torna mais criativos também, pois além de gerar aprendizagens nos dá uma gama
infinita de novas possibilidades.
Fontes:
Posted in professor pesquisador
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