08 outubro, 2017

Reconhecer as diferenças...

             
Reconhecer as diferenças e a especificidade que cada um, é  o compromisso de nós educadores(as).
Alto, baixo, cadeirante, negro, indígena, cada um traz uma imensa carga cultural.  Somos o fruto das diferenças e dos valores sociais, políticos, religiosos, étnicos entre outros, que nos permeiam.
Os alunos apresentam singularidades, que enriquecem minha  condição de eterna aprendiz.
Entendê-los, no dia-a-dia, faz parte do meu aprendizado, para que assim eu possa avançar  em múltiplas questões.
A pedagogia tem me reservado momentos especiais.  Um deles foi, começar a ouvir mais, o que cada um tem de importante para ser dividido.  
Explicitaram  os medos, a raiva, alegrias e tristezas a partir dessa interação, obtive um grande avanço comportamental com todos.
Falaram principalmente de suas angústias, então pude entender, o que passa na cabeça de cada um.  Comecei a montar estratégias para canalizar um pouco essa energia.
Introduzi o Mindfulness:


Com a meditação, vivenciamos o momento presente.  Através desta percepção consegui alunos mais concentrados e calmos.   Não é uma técnica "milagrosa", mas pode auxiliar enormemente nosso trabalho. 

Revolução Cognitiva



Sapiens Uma breve história da humanidade, que Karnal comenta na entrevista, mostra a trajetória da espécie humana, e  como ela é traçada pela sucessão de três revoluções: a cognitiva (quando nos tornamos espertos), a da agricultura (quando moldamos a natureza a nosso favor) e a científica.
O livro, citado pelo historiador,apresenta algumas pistas no caminho do entendimento da cognição,basicamente um grande quebra-cabeça,  unimos alguns pontos para tentar revelar o processo da aquisição do conhecimento e também estabelecemos alguns elos importantes desse emaranhado, porém ainda dispomos de poucas certezas.
Apesar  do sapiens arcaico se parecesse exatamente conosco, apresentava grandes limitações quanto aos seus aspectos cognitivos, tais como memória, aprendizado e comunicação.
O surgimento de novas maneiras de raciocinar e se comunicar, entre 70 mil anos a 30 mil anos atrás, constitui a Revolução Cognitiva.

01 outubro, 2017

O impacto das redes sociais na vida das pessoas ● Leandro karnal no Pont...



A filosofia nos faz pensar, em quem somos, no mundo a nossa volta e tudo que ele pode representar.  
Assistir ao vídeo, comentá-l e concomitantemente lincá-lo ao texto: O Ato de Estudar, propiciou-nos ótimas reflexões.
Hoje temos a possibilidade de sermos muito bem informados, pois somos bombardeados com notícias, podemos escolher a fonte das nossas informações.
E acredito ser esse o principal ponto, pois temos a capacidade de refletir sobre nossas ações, isso nos torna únicos.


25 setembro, 2017

Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais



A escola é reconhecida como um espaço sociocultural que deve refletir nossa nação, no entanto, isso não ocorre, conforme nascimento. A Escola tem sido palco de exclusão, ou sentimento de inferiorizarão racial (CAVALLEIRO, 2005).




Lendo: Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais, uma questão problematizadora chamou minha atenção.

 👉Sua escola tem oferecido referenciais positivos aos(as) alunos(as) negros(as) na construção de sua identidade racial?

Posso afirmar que pouco tenho visto nas escolas, onde trabalhei, atividades que auxiliam na construção da identidade racial.  Na verdade é mais fácil nos deparar com uma afirmação, tal como:
- Não estou trabalhando questões étnico-raciais, porque estamos em agosto, deixo para falar só em novembro...
Por que falar em questões tão importantes só no dia da Consciência Negra, visto que nosso país, com proporções continentais e com toda sua diversidade cultural, só poderá ser lembrado, pela importância das raças que aqui habitaram, em uma única data no calendário?
Podemos e devemos discutir, aprofundar e estudar sempre, pois faz parte de nossa história.
Como lidar com questões raciais, se não tivermos o entendimento e o conhecimento necessários para iluminar nossa razão?

12 setembro, 2017

Questões étnico-raciais na prática




Realizando a atividade da inter, observei como meus alunos estavam se posicionando com relação as questões étnicas. O livro escolhido para trabalhar com a turma foi Bruna  e a Galinha D'angola.
A obra retrata o universo mítico africano representado pela Galinha D'angola e sua relação com a criação do universo.







Educar para a diversidade

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA


A aula trouxe elementos importantes para nossa prática, falar sobre diversidade não me parece ser tarefa fácil, como muitas vezes imaginamos.
Além das questões étnico-raciais, ouvimos poesia e como não se encantar?
Ao ouvir alguns poemas de autores contemporâneos, que expressam questões tão importantes através da poesia, me identifiquei com um deles, ao ponto de me emocionar.

Passional - Luna Vitrolina

                                                                                         



É essa ideia que gostaria de passar aos alunos, de que a palavra pode nos emocionar, causar espanto ou tristeza.  E todos têm capacidade para desenvolver essa habilidade, que através de estímulos, de boas leituras e da criatividade poderão escrever suas próprias histórias.

11 setembro, 2017

Sarau Literário

Estou confeccionando, com meus alunos, um livro de poesia.
A inspiração veio na aula da professora Aline Hernandez, a proposta é montar um livro de poesias a partir de sentimentos que ficam aprisionados, e que por vezes temos dificuldade de expressá-los.  Alguns são bons e outros nem tanto, mas é  importante falar sobre eles.
Falar sobre esses sentimentos, muitas vezes ajuda-nos a lidar com a ansiedade, o medo e até auxilia a criar um clima de empatia na turma.
A primeira etapa desta atividade é a montagem da capa e contracapa, assim cada aluno decorou seu livro à vontade, escolhendo padronagens de tecidos e adornos.
 


A segunda etapa consiste em buscar inspiração para a escrita.  
Conversando com os alunos, começaram a expor o que sentiam, quando estão alegres ou tristes. A raiva, também apareceu de forma sistêmica em seus depoimentos.
O próximo passo será a presentação destas poesias em um Sarau Literário.
Estou ansiosa para ouvi-los, perceber que maneira irão se expressar e como enfrentarão a vergonha e a timidez.



03 setembro, 2017

Trabalhando com interesse do aluno



Assumi uma turma de 4º de ano, com a incumbência de reforçar as quatro operações e tornar a leitura, dos alunos, fluente até o final do ano.  São quatro meses até o término do ano letivo, estou extremamente preocupada com os objetivos estabelecidos pela supervisora, pois além  de uma avaliação  diagnóstica rápida, deparei-me com uma turma com  uma autoestima baixíssima e um trimestre chegando ao fim e poucas  avaliações ocorridas neste período.
Será que apenas objetivo de saber as operações e ter uma boa desenvoltura na leitura, qualificam o aluno para avançar mais uma ano? Claro que não, mas em vista do pouco tempo restante, até o final do ano,  resolvi no primeiro dia de aula perguntar-lhes sobre o que gostariam de aprender, ou que dúvidas tinham em suas cabecinhas, que pudéssemos pesquisar em sala.
Surgiram ideias incríveis tais como:
- De que a lua é feita?
- Como os dinossauros viviam?
- De que forma foram construídas as pirâmides do Egito?
- Como são fabricadas as roupas?
Só nessas questões apontadas,teríamos projetos para o ano inteiro.
Também tive relato de um aluno dizendo que não queria conhecer nada, porque já tinha conhecimento de tudo!!!!!!
Eis que deparo-me exatamente com os períodos do desenvolvimento cognitivo de Piaget, que fala da importância de entendermos em que período nosso aluno se encontra para aplicarmos a melhor metodologia.
Meus alunos estão na faixa etária de 9 a 10 anos, encontram-se no estádio operatório-concreto, onde já conseguem desenvolver o pensamento lógico sobre coisas concretas. 
Nem todos, obviamente, apresentam as características descritas por Piaget para essa fase, pois como já vimos em várias interdisciplinas, cada indivíduo possuo caraterísticas e vivência próprias, mas de certo forma os que ainda estão construindo seu entendimento do que pode ser concreto ou não, estão bem próximos de entendê-lo.




👈Ei-los aqui!!!!!!!

27 agosto, 2017

Como aprendemos?






A pergunta inicialmente parece simples, mas após tentar definir essa questão, percebi a atenção que devemos disponibilizar para tentar entender este  tema que é tão importante.
Primeiramente defini aprendizagem como:

" é a capacidade de assimilar alguma informação ou experiência, assim modificamos o comportamento mediante o estímulo recebido. 
Adquirimos novos conhecimentos e novas habilidades, consequentemente podemos repensar valores e atitudes."
Porém em Psicologia, neste semestre, temos a oportunidade de expandir essa definição e incorporar novas.
Como ocorre a aprendizagem então?
Ela já foi classificada de duas maneiras, assim apareceu a concepção gestaltista e a teoria do reforço, ambas antagônicas, mas que dividem um pensamento em comum, onde o indivíduo parece de forma passiva no processo de aprendizagem.
Mas na Psicologia e Epistemologia Genética encontramos uma congruência maior de ideias, apresentando não só a importância da hereditariedade, também aparece o estímulo que ficamos sujeitos, mas define o protagonismo do indivíduo no processo de aprendizagem.
E é assim que gostaria de ver meus alunos nesta caminha, se o ensino é por eles, é para eles, nada mais justo que eles sejam os atores principais deste processo.  
Por esse motivo é importante saber como eles aprendem, poderemos assim fazer a melhor escolha pedagógica.




26 agosto, 2017

Iniciando o Eixo VI


Chegamos em um momento que recuar não é possível, agora identifico um único trajeto até o dia tão almejado, que é nossa formatura.
Foram cinco semestres de perdas, sim muitas de nós perderam entes queridos.  Perdemos o sono, perdemos momentos em família, mas se analisarmos contemplando tudo o que vivenciamos neste período, talvez nosso consolo venha através das conquistas já alcançadas, e que agora falta muito pouco para o grande dia.
Este semestre também contará com um ingrediente especial, agora tenho uma turma para chamar de minha🙌, sim finalmente um dos meus sonhos finalmente se tornou real.  
Disposição não faltará, vontade de ser feliz também não, então é com o coração transbordando de alegria que desejo a todas nós um semestre repleto de realizações.

12 julho, 2017

Finalizando o Eixo V




Chegamos ao final de mais eixo, inevitavelmente fazer um balanço de todas as etapas superadas na graduação, se faz  necessário.
Iniciei o curso cheia de expectativas e muitas dúvidas, tais como:
- De que forma estudaremos os teóricos?
- Será que encontrarei caminhos para um metodologia de ensino inovadora?
- Conseguirei aplicar em sala o que nos é passado na teoria?
E mais tantas outras questões que foram surgindo ao longo do percurso. Porém tais questionamentos começaram a dar lugar a grandes reflexões.  
O mais interessante é que, por exemplo, os teóricos são analisados dentro do contexto das interdisciplinas de forma globalizada e não fragmentada como habitualmente costumava estudá-los.  
Quanto à novas metodologias, sim as aprendizagens ocorreram, mas de forma tão natural que facilmente podemos incorporá-las as nossas práticas, mesmo que nossa realidade esteja distante de um modelo aceitável de ensino.
O entusiasmo foi tanto neste semestre, que não só propiciou novos conhecimentos, bem como uma mudança real de comportamento de minha parte. Posso exemplificar através do meu engajamento no conselho escolar, as interdisciplinas de OEF e OGE estimularam esta mudança.
Participação, conhecimento de direitos e deveres foram palavras-chave deste semestre especificamente nestas disciplinas.
Confesso que os Projetos de Aprendizagem arrebataram meu coração, não só internalizei o conceito, como colhi frutos importantíssimos desta metodologia.
Enfim  a Psicologia da Vida Adulta trouxe questões importantes, estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária.


09 julho, 2017

XIII Salão de Ensino UFRGS














Minha primeira participação no Salão de Ensino da UFRGS, um evento que promove produções acadêmico-científicas. Também meu primeiro trabalho feito em parceria, que revelou-se um grande desafio em função do pouco tempo. Desafio que foi superado em conjunto com a colega Franciele de Freitas da Silva.  Relatamos experiências e pontuamos a importância  do PEAD em nossa prática docente.
Teixeira (2010), ao mencionar sobre as competências transversais do ofício do aluno, diz que o estudante precisa desenvolver três atos acadêmicos: os hábitos de estudar, ler e escrever textos para torna-se atuante na sociedade. Isso servirá como requisito para que o estudante torne-se um pesquisador.
Requisito que foi desenvolvido através da orientação da professora Larisa da Veiga Vieira Bandeira e da tutora Tais Barbosa. Gostaríamos então de expressar nosso profundo agradecimento, pois demonstraram grande empenho no suporte à nossa escrita acadêmica. 





03 julho, 2017

Devemos ser um pouco quixotescos...

A prática do educador: compromisso e prazer

Isabel Alice Lelis


O discurso da autora, como paraninfa de uma turma de formandos, fala-nos inicialmente do saber ser e o saber fazer. 
De acordo com Gondim & Cols (2003), o saber ser está relacionado com características pessoais que contribuem para a qualidade das interações humanas no trabalho e a formação de atitudes de autodesenvolvimento. O saber fazer se refere às habilidades motoras e ao conhecimento necessário para o trabalho. 
Podemos tomar como o início de um compromisso que assumimos no juramento perante à autoridade acadêmica, professores, homenageados, familiares e amigos.  O profundo engajamento com o aluno tanto afetivo, quanto intelectual será o fio condutor de nossa atuação.
Passamos e passaremos por inúmeros desafios, enfrentando nossos próprios questionamentos e lidando contra ideias pré-concebidas que envolvem muitos preconceitos e conservadorismos.
A autora também menciona a necessidade de sermos um pouco quixotescos.  A menção do personagem Dom Quixote nos remete ao sonhador, aquele que luta contra gigantes terríveis, buscando incessantemente a realização de feitos memoráveis.
Realmente este comportamento por vezes me acompanhou ao longo da docência, parece que lutamos diariamente contra grandes "moinhos", para quem ama sua vocação o importante é sempre acreditar.

Segue link, livro em pdf,  desta obra prima de Miguel Cervantes: 



02 julho, 2017

Síntese Consolidada





Este semestre o Seminário Integrador lança seu olhar para o professor reflexivo. As atividades envolvem a análise das postagens dos eixos I ao IV, tanto as minhas, quanto as de uma colega.
Ao refletirmos em conjunto, percebi que tivemos mais opiniões consonantes, do que divergentes, facilitando assim o processo de chegar a um denominador comum para que posteriormente construíssemos nossa Síntese Consolidada.
Segundo Alarcão o pensamento reflexivo é uma capacidade que pode ser desenvolvida, então vejo a necessidade de aprimoramento através do próprio exercício contínuo da escrita. 
Outro ponto que achei interessante ressaltar, é o pulo quantitativo e qualitativo das minhas postagens.  O que começou de forma tímida em poucas palavras, agora transformaram-se em ideias sistematizadas e práticas contextualizadas com a realidade vivenciada, e com a  própria teoria analisada nas disciplinas.
A escrita envolve vários processos, e posso afirmar que este sempre encontra-se em desenvolvimento, porém ainda não atingi um nível satisfatório de escrita. Quiçá algum dia poderei chegar perto deste modelo primoroso tão almejado.

27 junho, 2017

Conselho de Escola



A interdisciplina Organização do Ensino Fundamental, estudada neste semestre, além de reforçar o conhecimento que eu tinha sobre a importância dos colegiados, fez também com que eu agisse neste sentido.  Não atuo em sala, mas estou acompanhando de perto o trabalho do Conselho de Escola na instituição que minha filha estuda.
O Conselho de Escola é um colegiado que tem a finalidade de acompanhar e deliberar sobre questões político-pedagógicas de uma instituição de ensino. 

São constituídos por representantes dos pais, alunos, professores, demais funcionários da escola, membros da comunidade local e o diretor da unidade escolar.
A existência do Conselho de Escola favorece a gestão democrática, assim participar dele, é uma ótima forma de acompanhar o trabalho feito pelos gestores, docentes e funcionários da escola.
Fiscalizar, acompanhar as ações, participar das decisões são fundamentais dentro de uma gestão democrática.  Sinto que existe muita coisa ainda para se fazer, na escola de minha filha, mas após tantas reflexões propostas pela disciplina estou mais confiante para opinar e quem sabe modificar uma gestão que carrega muitos dos princípios de uma administração extremamente burocrática.