30 novembro, 2016

Enriquecimento das aulas através da leitura visual





Antiga ponte pênsil, que ligava Tramandaí à Imbé - Foto Rosane Fernandes de Souza







Em Estudos Sociais estamos analisando a fotografia como objeto e recurso de memória.  Se gostei do tema?  Claro que sim, a fotografia sempre marcou minha história, aliás não só marcou como fez e faz parte de minha trajetória pessoal e profissional.
Infelizmente não tenho registros fotográficos, como docente, da época que comecei a dar aula. Porém com o advento da fotografia digital comecei eternizar, nos últimos anos, grandes momentos com meus alunos.
                                                 
      
PáscoaImbé: 1º/04/2015, créditos de imagem Fabiana Pieruccini

Meu Brasil
Imbé,09/05/2015
Crédito de imagem: Angela Pires


As primeiras fotos são relacionadas a minha região de atuação como docente, Imbé e Tramandaí, elas são utilizadas como objeto de análise de como era o local que agora vivemos.
Gosto de aplicar a fotografia como uma linguagem educacional que se agrega as demais, pois ela apresenta uma interdisciplinaridade própria, assim podemos implementar este recurso nas aulas de Português, História, Geografia, Ciências e tantas outras, despertando no aluno o desejo de aprender através da linguagem visual.
"De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório." Bresson






15 novembro, 2016

Alfabetização matemática

Às crianças por si só são observadoras,  muitas vezes estão atentas para fatos que passam desapercebidos pelos adultos. Às vezes uma sombra, distância percorrida, troco que recebe no mercado,as comparações que estabelece com outra criança, enfim poderia citar inúmeros acontecimentos do dia a dia, que a ideia da matemática se faz presente.  Explorar esses momentos talvez seja a chave para aproximar nosso aluno desta ciência que muitas vezes é temida, então desmistificar, a matemática, passa ser um viés importante.
Outro fator importante neste processo é o conhecimento que o aluno tem acerca destas questões, o que é grande ou pequeno, cheio ou vazio, muito ou pouco,  são ideias que auxiliarão exatamente na conceitualização da matemática,  dessa forma fica fácil de abordá-la já na educação infantil.
Quando aparece a alfabetização matemática?  Justamente onde entende-se que ela aparece como um instrumento para a leitura do mundo, superando a ideia de apenas decodificação  dos números e a resolução das quatro operação básicas.



09 novembro, 2016

Por que devemos falar do passado?













Poderia inicialmente citar uma série de vantagens em relatar fatos, histórias ou momentos do passado, porém a Pedagogia tem avançado em um movimento de intensa pluralidade, porque mostra-me vários aspectos em uma única abordagem.
A maneira que aprendi história, se é que absorvi algo, foi copiando na biblioteca textos infindáveis das enciclopédias. Que registro de aprendizagem ficou armazenado em minha memória? Bom em termos de conteúdo, quase nada.  Não posso fadar o meu aluno ao mesmo destino.
Representação do mundo pelos Estudos Sociais, fala exatamente de vida, quem são essas pessoas que constituem a história? São povos, celebridades ou pessoas comuns? Acredito que somos todos nós, o passado e o presente fundindo-se como forma de constituição de um futuro.
Então a história antiga é importante? Mas é claro que sim, mas também precisamos entender nossa própria representatividade no tempo e espaço que ocupamos.
Entender quem somos, auxilia-nos no processo entendimento do passado fazendo-nos avançar e projetar o amanhã.
Por isso que gosto tanto de trabalhar com os pequenos, porque depositamos neles estruturas embrionárias que poderão crescer de forma gradual.
Assim tornar-se-ão críticos, levantando suas próprias hipóteses, argumentando e avaliando fontes.  Através da pesquisa poderão interpretar o passado desenvolvendo suas habilidades e constituindo suas competências. 

05 novembro, 2016

Ser professor é ser pesquisador!







“Se o professor pretende ensinar algo, ele precisa saber esse algo que pretende ensinar. Ele precisa questionar-se a respeito de como sabe aquilo que pretende ensinar. Precisa questionar-se também se sempre soube o que sabe e aquilo que ensina. Embora tenha a sensação de que sempre soube, isso não corresponde à realidade.”
Foi nesta semana que esta citação da professora Tânia Marques, veio em minha mente.  Estava realizando uma atividade de matemática, mais precisamente sobre classificação e o que a princípio parecia ser um exercício de fácil resolução, acabou virando um objeto de pesquisa.
Montei uma atividade no PowerPoint onde apareciam vários alimentos em uma cesta, de outro lado haviam três caixotes,onde esses alimentos deveriam ser separados e classificados como frutas, verduras ou grãos. Percebi que a ideia que eu tinha a respeito de grãos estava equivocada por achar que o feijão se enquadrava nesta classe, aí fui pesquisar e verifiquei que plantas como feijão, ervilha e amendoim não podem ser chamadas de cereais – portanto, suas sementes não são grãos. A razão é bem simples: eles não fazem parte da família das gramíneas – são, na verdade, da família das leguminosas. Aí, a regra é até mais simples: as sementes do feijão, da ervilha e do amendoim chamam-se apenas… sementes.
Assim também alguns legumes como berinjela e o tomate surgiram dúvidas a respeito de sua classificação.
E que os legumes como feijão, ervilha, amendoim e lentilha também são um tipo de fruto, que têm como característica o fato de serem duros, secos e terem as sementes protegidas por uma vagem.
Nas feiras a rigidez da classificação científica dá lugar a um critério bem mais simples: os frutos doces são chamados de frutas e o resto vira legume. “Não se trata de uma definição técnica, mas de uma distinção popular que se consagrou pelo uso”, afirma o biólogo Marcos Arduin, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Dessa forma, frutos adocicados, como o abacate, o caqui, a uva e a banana, recebem o nome de frutas. Outros mais salgados ou azedos – como o tomate, o chuchu e a berinjela – são considerados legumes. “Esse estilo de classificação ampliou a categoria dos legumes. Com ele, há espaço para incluir raízes (como a cenoura e o rabanete), ramos (como brócolis) e grãos (como o arroz e o girassol)”, diz Marcos.
Vivendo e aprendendo, é o ditado é popular mas muito coerente. Voltando a reflexão inicial posso afirmar que o professor é um eterno pesquisador.  Sempre acreditei conhecer a classificação geral dos alimentos, mas foi através da pesquisa cheguei a outras possibilidades.
Acreditamos ao longo da vida em várias hipóteses que acabam se transformando em verdades absolutas, mas é justamente essa desacomodação que minha profissão proporciona que me encanta.
Repensar conceitos e teorias, nos torna mais criativos também, pois além de gerar aprendizagens nos dá uma gama infinita de novas possibilidades.

Fontes:
http://mundoestranho.abril.com.br/alimentacao/qual-a-diferenca-entre-cereal-e-grao/
https://portalvilamariana.wordpress.com/2012/08/20/berinjela-e-fruto-fruta-ou-legume/

27 outubro, 2016

Ver  X  Olhar
Filosofando em Estudos Sociais

O pior cego é aquele que não quer ver...









Qual é a diferença entre ver e olhar?
No dicionário há pouca diferença entre um e outro, mas o significado agregado a cada terminologia e mais hermético.
Em um teste simples,onde entregamos figuras ambíguas para os alunos, já podemos encontrar um indício das percepções que cada um tem a 
respeito do mundo. 


Pato


ou


Coelho?



O que vemos primeiro? 
Podemos dizer que dependerá de uma série de fatores, porque nossas percepções estão intimamente ligadas às experiências de vida que cada um, ou que cada cérebro funciona de forma diferenciada.
Mesmo sendo uma figura com duplo sentido, fica evidenciado que muitas vezes percebemos algo  e outras pessoas não, e vice e versa.
Nosso cérebro às vezes, nos prega peças, nos condicionando a ver e reagir de uma forma, muitas vezes, superficial.
Deixamos de lado nossa capacidade analítica, assim sendo vemos, mas não enxergamos.
Cada situação se apresenta de forma única, e mesmo condicionados a fazer um rápido juízo de valor, precisamos desenvolver nossa capacidade de analisar determinado fato e abandonar velhos pré-conceitos. 
 Devemos analisar de forma  minuciosa, considerando dados e possibilidades. Assim poderemos chegar a conclusões mais sensatas, poderemos assim ter uma visão abrangente do mundo que nos cerca.
Precisamos entender o tempo e espaço que ocupamos, como forma de buscar uma identidade e de interagir com o meio.




23 outubro, 2016

Representação do Mundo pela Matemática











O que falar da matemática,  uma vez que minhas experiências não foram boas, nesta disciplina, na época de escola?
Chego a ter recordações traumáticas da matemática. Lembro-me de passar horas tentando "decorar" a tabuada, para as provas.
Percebo hoje, que se tivesse vivenciado está disciplina de forma mais concreta,  talvez minha percepção seria outra. Simplesmente eu não conseguia entender a aplicabilidade do que estava tentando aprender.
A proposta da primeira aula achei bem ousada, o professor disse que ao final do semestre o meu olhar poderia ser alterado de forma positiva com relação a essa disciplina!



Representação do Mundo pelas Ciências Naturais













Primeira aula desta interdisciplina e já foi o suficiente para despertar uma série de curiosidades e questionamentos.
Ciências  aparece como uma disciplina não bem vivenciada nos anos iniciais.  Geralmente trabalha-se Português, Matemática e a Ciência fica relegada a um segundo plano.




06 outubro, 2016

Representação do Mundo 

pelos Estudos Sociais
A proposta da interdisciplina, nesta semana, são  reflexões acerca do tempo e o espaço na escola.
A atividade consiste em criar um poema sobre o tema, então toda a expressão artística capaz de emocionar pela beleza, criatividade ou na mensagem que carrega em si, traz-me um contentamento inenarrável.
Não sou poetiza, não me preocupei "muito" com a métrica, voltei meu olhar para a linearidade do tempo que foi discutido em sala. 
Que tempo é esse?






05 outubro, 2016

"Há escolas que são gaiolas e
há escola que são asas"






Já havia lido o texto sugerido pelo professor Crediné do Rubem Alves, Gaiolas ou Asas? Confesso que na ocasião não repercutiu tanto quanto desta vez. Por que agora o sentido é outro?
Porque uma teia de informações começou a ser tecida no início da graduação.  Aos poucos ela está tomando forma com informações, novas práticas e muitas leituras.



18 setembro, 2016

Lorenzo Milani & Paulo Freire                                                












Relendo as indicações de leitura de escolarização, encontrei Milani e a experiência de Barbiana. Foi bem no final do 1º semestre, confesso que minha leitura foi rápida, mas em algum lugar ficou a ideia de retomá-la.
O objetivo de encontrar algo inovador para aplicar com meus alunos, sempre permeou meu trabalho.
Lendo o texto sobre a experiência de Barbiana, fica claro os ideais revolucionários de Don Milani, que foi sacerdote, professor, escritor e educador italiano. 
Ele comunga de ideais semelhantes aos de Paulo Freire. Fui à procura de algum indício que Don Milani e Freire rezavam da mesma cartilha.
Encontrei um artigo que falava sobre essa semelhança, entre esses educadores. Nele o autor, Danilo R. Streck, fala em instaurar processos capazes de gerar transformações qualitativas, referindo-se a busca da justiça social através da educação.
Na verdade, inicialmente, estava em busca de uma metodologia diferenciada, porém quanto mais estudo, percebo  que existem alguns movimentos que me conduzem a um novo formato de pensamento.
Tanto Freire, quanto Don Milani deixam claro que suas práticas não estavam limitadas a um método.  Então como pensar em um modelo educacional?
Pelo menos uma certeza, o compromisso de uma pedagogia que abraça às diferenças.



09 setembro, 2016


Reflexões do Seminário Integrador 06/09/2016
Citação: Mal estar docente














Citação: É minha hipótese que o sofrimento dos professores, as suas queixas frequentes quanto ao insuportável trabalho docente e, no limite, o seu adoecimento expressam, sintomaticamente, a situação de abandono em que se encontra a escola; sugerem uma certa desistência da educação enquanto projeto de preparação de crianças e jovens para que encontrem o seu lugar no mundo adulto. Desistindo da realização do projeto educativo, os professores, na verdade, estariam se demitindo de sua posição de educador e, em decorrência, renunciando ao ato educativo.
Texto de Cláudia Murta, intitulado Magistério e sofrimento psíquico: contribuição para uma leitura psicanalítica  da escola. Publicado nos Anais do 3º Colóquio do LEPSI/FE-USP, São Paulo 2002.
Concordamos quanto as imensas deficiências no sistema educacional. Discentes indisciplinados e agressivos, salas que excedem o limite aceitável de alunos, falta de reconhecimento do trabalho realizado, ausência de um plano de carreira, jornadas de trabalho extensas e descaso total do poder público.
Muitos são os fatores que contribuem para o mal estar docente, no entanto percebe-se a necessidade de um maior aprofundamento destas questões.
A crise atual da educação surge de um mundo de rápidas e contínuas transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, que leva a uma crise de identidade na profissão docente, segundo Fontana (1992).
O que percebemos, através de pesquisas, são números expressivos em atestados médicos ou até mesmo pedidos de exoneração do magistério.
Ocorre que, a cada ano, uma sensível diminuição na procura pelas licenciaturas, talvez seja um prenúncio de uma possível escassez de professores.
O quadro  que se desenha não é nada otimista na educação, precisamos entender o que está acontecendo com os professores, ouvir suas necessidades, entender seus argumentos e tornar a educação uma prioridade.




 



Seminário Integrador IV (segundo encontro)


O papel do Seminário neste semestre demanda dois grandes aspectos:
* Professor pesquisador
*Sustentabilidade da formação do docente
O professor continua sua formação através da rede de profissionais articulados, visando a troca contínua de conhecimento.



06 setembro, 2016

Reflexões sobre o portfólio de aprendizagem...




01 setembro, 2016

Iniciando o 4º semestre...


Mais um semestre iniciando, aguardando sempre por inúmeras aprendizagens.
No primeiro encontro do Seminário Integrador realizamos um  feedback sobre nosso desempenho no 3º workshop.
O que ficou evidenciado, entre a turma, foi a facilidade em estabelecer relação entre prática e teoria no 3º semestre, ou seja conseguimos aplicar em sala  de aula o que aprendemos com as interdisciplinas.
Ressalto também a importância do professor buscar maneiras diferenciadas de estimular a aprendizagem dos alunos, seja através de novas tecnologias ou em inovações em sua própria  metodologia de trabalho.
Continuo procurando respostas para dúvidas antigas e a medida que avanço no curso estou encontrando esclarecimento para algumas delas, porém outras vão surgindo.
Então como iniciar mais um semestre tendo consciência que vivemos em uma modernidade líquida embasada na efemeridade das relações?  E como isso provoca desacertos da sociedade em relação ao ensino.